Governo de SP diz que Suplicy 'tumultuou' reintegração de posse

Em nota, Secretaria da Casa Civil disse que o ex-senador se aproveitou da fragilidade de famílias

O Estado de S. Paulo

25 Julho 2016 | 16h44

SÃO PAULO - O governo do Estado de São Paulo divulgou uma nota, na tarde desta segunda-feira, 25, em que lamenta a atitude do ex-senador Eduardo Suplicy, que se deitou no chão para impedir uma reintegração de posse em um terreno ocupado por cerca de 350 famílias há pelo menos três anos na Cidade Educandário, na região da Rodovia Raposo Tavares. Suplicy foi detido pela Polícia Militar. 

Na nota, a Secretaria da Casa Civil disse que Suplicy se aproveitou "da fragilidade de famílias para tumultuar uma reintegração de posse em cumprimento a uma ordem judicial solicitada pela Prefeitura de São Paulo, dona do terreno". 

A nota diz ainda que o ex-senador "insistiu na obstrução da via mesmo após negociação". A oficial de Justiça Vilma Martins Coelho deu ordem de prisão ao ex-senador, que foi levado ao 75º DP para registro de boletim de ocorrência. 

Suplicy prestou depoimento e foi liberado por volta das 14h20. Outras duas pessoas foram presas.

Ao sair da delegacia, Suplicy disse que se pôs na frente da Polícia Militar pois temia que um possível confronto pudesse terminar com pessoas feridas. "Felizmente nada aconteceu. Todo meu esforço foi para que não houvesse violência", afirmou o ex-senador. "Houve uma preocupação maior depois do que aconteceu comigo. Não houve confrontos maiores."

Reintegração. Mais cedo, houve confronto e troca de tiros entre moradores que protestavam contra a ação e policiais militares. Segundo os moradores, o confronto começou porque uma criança que morava no bairro foi atingida por uma bomba de gás lacrimogêneo, o que causou revolta. Alguns moradores revidaram, queimaram pedaços de madeira e atiraram contra os agentes. Um PM que estava de colete foi atingido.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.