Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Governo de SP cria equipe para investigar achaque de policiais a membros do PCC

Alckmin afirmou que já designou uma equipe especial da corregedoria para acompanhar os casos; governador também disse esperar bloqueadores de celular nas prisões até o final do ano

Carla Araújo, Agência Estado

14 de outubro de 2013 | 12h37

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira, 14, após se reunir com a cúpula da área da Segurança Pública do Estado, que o governo já possui uma força-tarefa 24 horas para garantir a segurança da população e que uma equipe foi designada para investigar denúncias de ligação de policiais com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). "Queria trazer uma tranquilidade para a população, dizendo do esforço que está sendo feito pela polícia e que todas as medidas estão sendo tomadas", disse, em resposta a denúncias de que a facção teria, inclusive, estudado matar o governador.

Na sexta-feira, 11, o Estado iniciou uma série de reportagens sobre o maior mapeamento da história do crime organizado no País, feito pelo Ministério Público Estadual (MPE) de São Paulo, com um raio X do PCC. Depois de três anos e meio de investigação, o MPE denunciou 175 acusados e pediu à Justiça a internação de 32 presos no Regime Disciplinar Diferenciado - entre eles, toda a cúpula, hoje detida em Presidente Venceslau.

Em relação às denúncias de que policiais possam estar envolvidos com criminosos e com corrupção, o governador afirmou que já foi designada uma equipe especial da corregedoria para acompanhar e investigar esses casos. "Se for comprovada a participação de qualquer servidor público (em esquemas de corrupção), ele será severamente punido."

Segurança pessoal. Alckmin também reafirmou que não fará nenhuma alteração em sua segurança pessoal por causa de ameaças a ele captadas em escutas telefônicas. "Nós já temos uma segurança mínima, que é o suficiente. Não vai ter nenhuma alteração", afirmou.

O governador disse ainda que está acelerando o processo licitatório para instalações de bloqueadores de celular nos presídios. "Já está aberto o pregão para bloqueadores de celular em 23 penitenciárias. Esperamos concluir o processo licitatório agora em novembro e em dezembro começar as instalações", disse. Segundo Alckmin, o governo nunca contou com a ajuda das operadoras de telefonia para conseguir bloquear os sinais e sempre teve problemas tecnológicos para fazer isso. "Nunca se teve tecnologia, ou não conseguíamos bloquear ou bloqueávamos (o sinal) um bairro inteiro. Mas já fizemos novos testes no primeiro semestre, com o acompanhamento da Anatel e eles foram positivos", afirmou.

Participaram do encontro no Palácio dos Bandeirantes, que durou cerca de 40 minutos, os secretários de Segurança Pública, Fernando Grella, de Administração Penitenciária, Lourival Gomes, de Planejamento, Júlio Semeghini e da Casa Civil, Édson Aparecido, além do delegado-geral da Polícia Civil, Maurício Blasek, e do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Benedito Roberto Meira.

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