Governo contesta números sobre manutenção do HC

Segundo apurou O Estado de S. Paulo, governo estadual investiu apenas 17,8% do orçamento para obras

27 de dezembro de 2007 | 14h52

O governo de São Paulo, através da assessoria de imprensa da Secretaria da Saúde, contestou os números apresentados em reportagem publicada na edição desta quinta-feira, 27, do jornal O Estado de S. Paulo, segundo a qual apenas 17,8% do orçamento para obras de adequação, ampliação e aparelhamento do Hospital das Clínicas previsto para 2007, ou R$ 3,013 milhões de um total de R$ 16,9 milhões, havia sido gasto até o dia 18 de dezembro. Apenas 15% dos recursos empenhados teriam sido gastos com prestadores de serviços e compra de materiais e equipamentos. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, a verba destinada para manutenção do HC era de cerca de R$ 12 milhões, dos quais R$ 11,3 milhões foram executados ao longo do ano. Era com o dinheiro desta rubrica - manutenção - que instalações elétricas, equipamentos anti-incêndio, portas corta-fogo e iluminação de emergência poderiam ser adquiridos e instalados no hospital. Já a verba de 16,9 milhões citada na matéria se referia a novos investimentos no Pronto Socorro, Instituto de Ortopedia e Traumatologia e Instituto da Criança do HC, além da compra de equipamentos para as áreas de Radiologia e Ressonância Magnética. Apesar de confirmar que apenas R$ 3,013 milhões foram gastos até o dia 18 deste mês, o governo ressaltou que 80% desses recursos serão homologados até o fim da tarde desta quinta-feira. O incêndio que ocorreu na véspera de Natal no Prédio dos Ambulatórios do HC provocou a remoção de 200 pacientes. Um deles teria tido sua situação agravada durante o incidente, quando houve queda de energia elétrica. O vendedor Raimundo Nonato de Azevedo, 56 anos, havia passado por duas cirurgias para a remoção de um tumor no esôfago e estava internado no local do incêndio, onde respirava com a ajuda de aparelhos. Azevedo morreu na quarta-feira, mas o cirurgião Samir Rassian, do HC, afirmou que a situação do paciente já era grave e que ele teria morrido de qualquer forma, embora tenha admitido que ele ficou sem ventilação mecânica por alguns momentos.

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