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Estacionamento nos Parques Villa-Lobos e Portinari começa a ser cobrado

Parada de carros custa R$ 5 por até duas horas e R$ 10 por até 12 horas; para motocicletas, valor é metade

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2017 | 11h52
Atualizado 06 Fevereiro 2017 | 23h21

SÃO PAULO - O governo Geraldo Alckmin (PSDB) começou nesta segunda-feira, 6, a cobrar estacionamento em cinco bolsões nos Parques Villa-Lobos e Cândido Portinari, no Alto de Pinheiros, zona oeste da capital paulista. Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, é “uma forma de gerar receita aos parques, aumentar a segurança e melhorar o atendimento”. 

De acordo com a tabela de preços, estacionar o carro custa R$ 5 por até duas horas e R$ 10 por até 12 horas. Para motocicletas, é cobrado metade. Já os ônibus devem pagar R$ 20 (até 2 horas) e R$ 30 (até 12 horas). “Os preços cobrados serão semelhantes aos da Zona Azul”, de acordo com a pasta. 

“Acho um absurdo”, disse o aposentado Luiz Jorge Galvão, de 61 anos, que faz caminhada no Villa-Lobos todos os dias pela manhã. “Passo mais de duas horas no parque, mas agora vou deixar de vir aqui. Não é todo mundo que tem condições de pagar esse valor”, afirmou. 

O aposentado também alegou ter sido “pego de surpresa”. “Não vi nenhuma placa, nenhum aviso. Ninguém falou nada sobre estacionamento.” 

E Galvão não foi o único. “Eu me deparei com a porteirinha e preferi estacionar na rua”, relatou o fotógrafo Abner Merchan, de 34 anos, que foi ao parque passear com o cachorro. “Não é tão caro para o fim de semana, mas para quem costuma vir três, quatro vezes, vai pesar.” 

Morador da região há 40 anos, o aposentado Jorge Delgado, de 66 anos, apoia a cobrança de estacionamento, mas é da opinião de que só deveria ser feita em dias úteis. “Se for ver, 90% dos carros que estacionam de segunda a sexta não frequentam o parque. São pessoas que vão trabalhar e deixam o automóvel aqui, aos cuidados dos seguranças. Isso tem um custo e o usuário precisa pagar”, afirmou. “O problema é no fim de semana, que vem mais pessoas da periferia e vai ter mais dificuldade para pagar. Então, o Villa-Lobos termina deixando de ser uma opção de lazer.” 

O eletricista Luís Carlos Silva, de 28 anos, considerou o preço acessível. “Em outras regiões, é muito mais caro.” Ele foi fazer um passeio com a mulher, a filha de 3 meses e uma amiga. “Com a cobrança, evita que as pessoas que não vêm ao parque fiquem ocupando o estacionamento”, observou. 

“É justo, porque, com o dinheiro, pode reforçar a questão de segurança, iluminação e funcionários”, disse a aposentada Rosana Bello, de 54 anos. “Principalmente agora que, a gente está em um momento difícil de governança, é uma maneira de custear o parque”, completou o economista José Cruz, de 58. 

Monitoria. Segundo a secretaria, o estacionamento será monitorado 24 horas. “O novo sistema garantirá vagas demarcadas para deficientes e idosos, vagas para ônibus e agilidade nos acessos nos fins de semana.” De acordo com a pasta, “os usuários foram avisados (previamente) por distribuição de material informativo” na entrada dos estacionamentos.

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