Governo atinge pico de investimentos, com R$ 18,3 bilhões

Orçamento prevê maior quantia de recursos desde 2010 para aplicar em educação, saúde, segurança e habitação

O Estado de S.Paulo

03 Outubro 2012 | 03h03

O governo paulista vai superar o pico de investimentos feitos em 2010, último ano de José Serra (PSDB) à frente do Estado. Para 2013, estão previstos R$ 18,3 bilhões de investimentos diretos dos cofres públicos, sem contar os recursos próprios de empresas como Metrô ou Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa). O recorde anterior, há dois anos, foi de R$ 16,2 bilhões.

Os números constam do próprio Projeto de Lei do Orçamento estadual para 2013, que está no site da Assembleia Legislativa. Os dados revelam que, enquanto o orçamento cresceu sem parar desde 2009, os investimentos públicos em obras como hospitais, habitação popular, estradas e tratamento de esgoto, por exemplo, acabaram diminuindo em 2011 e 2012.

Após o ano em que Serra saiu do governo estadual para se candidatar à Presidência da República, houve uma queda de cerca de 13% nos investimentos em um ano - em 2011, primeiro ano do governo Geraldo Alckmin (PSDB), R$ 14,1 bilhões foram gastos em novas obras. Em 2012, o valor previsto subiu para R$ 15,6 bilhões, ainda menos do que em 2010.

Nesse mesmo período, o crescimento do orçamento foi ininterrupto. O valor total arrecadado pelo governo estadual passou de R$ 118,4 bilhões em 2009 para R$ 173,1 bilhões no ano que vem - um salto de quase 50% em apenas cinco anos. Uma das principais explicações para um aumento tão rápido é a arrecadação com impostos estaduais, como ICMS. Apenas esse imposto é responsável por R$ 113,7 bilhões da previsão de arrecadação no próximo ano.

Áreas. O maior gasto do governo estadual no ano que vem será em educação. A área vai receber R$ 35,5 bilhões, entre investimentos e gastos com o pagamento de professores e funcionários. O valor corresponde à quase o orçamento todo de uma cidade do porte de São Paulo - que, neste ano, deverá arrecadar cerca de R$ 38 bilhões.

Do total investido na educação, cerca de R$ 9,4 bilhões deverão ser gastos com as universidades públicas paulistas.

Depois da educação, outra área prioritária é a segurança pública, com R$ 18,8 bilhões. A saúde vem em terceiro lugar, com R$ 17,4 bilhões. De toda essa quantia, cerca de R$ 650 milhões serão para novos investimentos. Um dos principais projetos planejados pelo governo estadual nessa área é a construção de cinco hospitais por meio de Parceria Público-Privada (PPP).

A área de habitação vai receber R$ 2,1 bilhões no próximo ano e programas sociais como o Renda Cidadã, Viva Leite e a rede Bom Prato terão, juntos, R$ 900 milhões. / B.R. e R.B.

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