Governo ainda tenta controlar gás no subsolo

O Estado de S.Paulo

05 Abril 2012 | 03h01

Seis meses depois de ter sido apontada a presença de metano no subsolo do conjunto habitacional Cingapura da Avenida Zaki Narchi, na zona norte da capital paulista, a Prefeitura de São Paulo ainda investe para tentar extinguir o gás. Em outubro do ano passado, a Justiça chegou a determinar a evacuação do conjunto habitacional onde moram mais de 2,7 mil pessoas por causa do risco de explosão. Nessa mesma época, o vizinho Shopping Center Norte ficou dois dias interditado por um "risco potencial" de explosão, causado igualmente pelo acúmulo de metano no subsolo. Fechado no dia 5 de outubro pela Prefeitura, o shopping foi reaberto no dia 7, após instalação de drenos para dispersão do gás, conforme orientação da Cetesb. Já no Cingapura, o governo foi obrigado a colocar drenos para tentar controlar a situação, mas não foi o suficiente. Agora, a Prefeitura vai gastar mais R$ 6,6 milhões para as obras de controle do gás metano no subsolo. Essa segunda etapa de obras deverá ser contratada até meados do ano pela Secretaria Municipal de Habitação e engloba tanto serviços de engenharia para extrair o excesso de gás quanto o monitoramento para avaliar se há concentração de metano em algum local do Cingapura, o que poderia levar a novo risco de explosão. Os serviços durarão dois anos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.