Governistas da CPI dos Transportes barram promotor

Vereadores governistas da Comissão Parlamentar de inquérito (CPI) dos Transportes da Câmara Municipal conseguiram barrar ontem a convocação do promotor de Justiça Saad Mazloum, responsável por apurar falhas nos serviços de ônibus e lotações de São Paulo. O requerimento, apresentado pelo vereador Eduardo Tuma (PSDB), único oposicionista da comissão, foi rejeitado pelos outros seis parlamentares da CPI, todos da base de sustentação do prefeito Fernando Haddad (PT).

Diego Zanchetta, O Estado de S.Paulo

03 Julho 2013 | 02h06

Para integrantes da CPI como Milton Leite (DEM), ligado aos perueiros, e Adilson Amadeu (PTB), próximo de empresários donos de viações de ônibus, é melhor ouvir o promotor depois da análise de documentos solicitados aos governos municipal e do Estado. Ao todo, a comissão aprovou 43 requerimentos em sua primeira sessão, realizada ontem.

Um deles obriga o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto (PT), a enviar ao Legislativo documentos sobre o sistema de transportes, incluindo cópias dos contratos da Prefeitura com as empresas de ônibus e cooperativas de lotações. A Assessoria de Imprensa da Secretaria Municipal de Transportes informou estar à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos à CPI.

Escolha. De última hora e após conversa com o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), o governo petista também indicou a vereadora Edir Sales (PSD) para ser relatora da CPI. A decisão foi tomada após Roberto Tripoli (PV) discordar ontem à noite da indicação de Dalton Silvano (PV) para a relatoria. Para Tripoli, o governo escolheu Silvano sem fazer qualquer discussão com a bancada do PV, que tem quatro vereadores.

Indignado com a mudança, Silvano não apareceu na primeira sessão realizada pela comissão, no Palácio Anchieta.

Blindada. Para o líder do PSDB na Câmara Municipal, Floriano Pesaro, a "CPI já nasce blindada" contra ataques ao governo ao deixar o único partido de oposição fora da relatoria do processo, como queriam os tucanos.

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