Governadores e prefeitos pediram R$ 57,5 bilhões

Governo federal anunciou que vai distribuir R$ 50 bi em todo o País; por causa da diferença, projetos terão de ser descartados

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2013 | 05h51

Os R$ 50 bilhões que a presidente Dilma Rousseff anunciou para investimentos em mobilidade urbana não serão suficientes para atender aos projetos já apresentados por governadores e prefeitos, cujo custo chega a R$ 57,5 bilhões. Para que a conta feche, portanto, alguns projetos terão de ser descartados.

O anúncio dos recursos foi feito no dia 24 de junho, quando os 27 governadores foram chamados ao Palácio do Planalto para a apresentação dos cinco pactos propostos por Dilma para responder às manifestações que, nas semanas anteriores, haviam tomado as ruas das principais cidades do País.

Desde então, políticos e gestores têm feito romaria ao Ministério do Planejamento, para apresentar projetos e obter dinheiro.

A cota dos R$ 50 bilhões se esgotou nos três primeiros dias de reuniões. no início de julho. Os ministros Miriam Belchior (Planejamento) e Aguinaldo Ribeiro (Cidades) receberam representantes de governos estaduais e de prefeituras de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco. Juntos, eles apresentaram projetos para desenvolver o transporte público que totalizaram R$ 52 bilhões.

São Paulo, pivô da onda de protestos, teve prioridade na agenda dos encontros. O governador Geraldo Alckmin e o prefeito Fernando Haddad levaram a Brasília uma lista de projetos cujo custo chegava a R$ 17,3 bilhões. Em segundo lugar no ranking ficou Minas Gerais, com R$ 7,3 bilhões em pedidos.

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