Golpe do cartão clonado rendia até R$ 100 mil por semana a quadrilha em SP

Esquema criminoso contava com a participação de frentistas de postos de gasolina na zona leste de SP

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

02 de agosto de 2011 | 03h05

SÃO PAULO - Um esquema de clonagem de cartões responsável por gerar um faturamento de até R$ 100 mil por semana e envolvendo frentistas de postos de gasolina e estelionatários foi desmantelado, por volta das 22 horas de segunda-feira, 1, após policiais militares das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) abordarem três pessoas, entre elas uma mulher, dentro de um Fox prata em frente a um imóvel da Rua dos Tesoureiros, na Vila dos Bancários, região do Sapopemba, na zona leste de São Paulo.

 

Desarmado, o trio não resistiu à abordagem policial. Ao descobrirem que a mulher era moradora da casa em frente e que já tinha passagem por estelionato, os policiais, após uma revista nos suspeitos, resolveram fazer um pente-fino no interior do imóvel. Lá encontraram cerca de 300 cartões, parte clonada. Também foram apreendidos dois aparelhos, um deles conhecido como "chupa-cabra", que era instalado nas máquinas de venda a débito e crédito; e outro utilizado na transferência dos dados furtados.

 

" Os bandidos tinham um esquema com os frentistas dos postos, que permitiam a instalação do ´chupa-cabra´ nas máquinas e recebiam parte do valor que os criminosos arrecadavam com os cartões clonados. A mulher nos disse que conseguia arrecadar até R$ 100 mil por semana com esse esquema", afirmou o tenente Silvio, da Rota. Dentro da casa, os policiais também encontraram um tijolo de maconha de cerca de dois quilos.

 

Golpe - Ao utilizar as máquinas fraudulentas, os clientes tinham os dados do cartão e a senha armazenados no aparelho da quadrilha. Dias depois, os bandidos iam até o estabelecimento, pagavam uma quantia para os frentistas e retiravam o "chupa-cabra" das máquinas. A terceira etapa do processo era pegar os dados e, com o auxílio do aparelho de transferência, passá-los para os cartões em branco, com os quais realizavam saques ou transferência de valores das contas das vítimas.

 

Segundo ainda os policiais, um dos dois homens detidos já tinha passagem por roubo e estelionato. O outro, por receptação. O marido da criminosa está preso e cumpre pena também por estelionato. O trio não quis informar em quais postos nem em quantos o esquema com os frentistas era feito. O caso foi registrado no plantão do 69º Distrito Policial, de Teotônio Vilela.

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