Goldman se diz constrangido e revoltado com morte de motoboy em SP

Declaração foi feita antes do anúncio sobre afastamento de dois comandantes do PM responsáveis pela área onde atuam 4 policiais envolvidos no caso

Priscila Trindade, do estadão.com.br

10 de maio de 2010 | 18h17

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Alberto Goldman, afirmou na manhã desta segunda-feira, 10, que a morte do motoboy Alexandre Menezes dos Santos, de 25 anos, "é um fato inaceitável". Santos foi assassinado no último sábado, 8, no bairro Cidade Ademar, na zona sul da capital. As causas da morte foram traumatismo craniano e asfixia mecânica.

 

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Goldman disse estar "absolutamente constrangido e revoltado" com o episódio e afirmou que a atitude dos policiais mostra o despreparo dos agentes e "uma atitude que é criminosa". Para o governador, a morte do motoboy "não se justifica de forma nenhuma."

 

A declaração foi feita antes do anúncio sobre o afastamento de dois comandantes do 22º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (22º BPM/M), responsáveis pela área onde atuam quatro policiais envolvidos no caso. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o tenente-coronel Gerson Lima de Miranda e o capitão Alexander Gomes Bento "não têm o comando da tropa".

 

Há um mês, o também motoboy Eduardo Pinheiro dos Santos, de 30 anos, foi morto dentro de um quartel na Casa Verde, na zona norte de São Paulo. Doze policiais foram presos.

 

"Trinta dias depois você tem um segundo caso, o qual mostra o despreparo daqueles PMs. Mostra uma atitude que é criminosa. Simplesmente dizer que aquilo é um homicídio culposo não. É homicídio doloso de responsabilidade total. É um crime que foi cometido contra um cidadão e não se justifica de forma nenhuma. Na casa dele, na frente dos familiares. É algo que nós vamos apurar profundamente", afirmou.

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