Márcio Fernandes/AE
Márcio Fernandes/AE

Gol terá assentos sem vizinho na ponte aérea Rio-SP

Empresa ainda não detalhou como será feita a venda; tendência de cobrar por conforto extra é internacional

O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2012 | 03h04

A Gol vai começar a oferecer a opção de assento do meio vazio, para quem quer viajar sem um vizinho na poltrona ao lado. Inicialmente, a "regalia" só será implementada na ponte aérea Rio-São Paulo, mas a ideia é expandir para outros voos. A companhia não confirma quando deve iniciar o serviço nem quanto vai custar.

A poltrona vazia pode começar a ser vendida apenas nas saídas de emergência, cujos assentos já são mais caros do que o normal por oferecerem mais espaço para as pernas. Mais adiante, a Gol planeja oferecer o serviço também para as primeiras fileiras. Não será possível, porém, viajar sem absolutamente ninguém na mesma fileira - pulando a cadeira do meio, pode haver alguém na próxima.

A empresa também não disse se o pagamento do assento deverá ser feito no ato da compra, via internet, ou se o passageiro poderá decidir no aeroporto se quer viajar sem ninguém ao lado e pagar por isso na hora.

A ideia da Gol é adicionar mais um item de "conforto pago" ao cardápio de "extras" não incluídos no valor da passagem. É um modelo já amplamente adotado pelas companhias europeias e americanas, que geralmente cobram por comodidades como segunda mala despachada ou dão desconto quando o passageiro imprime o cartão de embarque em casa. E isso não ocorre só com empresas de baixo custo: nos Estados Unidos, companhias aéreas grandes como Delta e US Airways cobram até pela primeira mala em voos domésticos.

No Brasil, a tendência começou há poucos anos, quando Gol e Webjet passaram a cobrar pelo lanche e a TAM pela poltrona na saída de emergência - que chega a custar US$ 40 em voos internacionais. Na Webjet, um casal que queira sentar junto paga R$ 10 pela marcação dos dois assentos, ou fica à mercê das "vagas" restantes na hora do check-in.

Na Europa, a Ryanair já ensaiou cobrar até pelo uso do banheiro, que funcionaria com uma moeda de 1. O mero anúncio da ideia foi tão polêmico que a empresa suspendeu os planos, pelo menos temporariamente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.