Globo exibe o confronto por 8 horas e meia no Rio

Apesar de alguns terem preferido a praia, em dois dias seguidos de sol, o grande programa do carioca no fim de semana foi acompanhar o espetáculo montado pelas TVs em torno da tomada do Complexo do Alemão pela polícia. Já na noite de sábado, a apresentadora do RJTV, jornal local da Globo, Ana Paula Araújo, convocou o telespectador para o início da cobertura, às 7 horas de ontem, já prevendo que a entrada da polícia era inevitável.

Patrícia Villalba / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2010 | 00h00

A emissora fez impressionantes oito horas e meia de transmissão para o Rio. Foi, com certeza, sua maior cobertura de ação policial no Estado, ainda maior que a de quinta, quando ficou seis horas e 20 minutos no ar com o caso e teve 29 pontos de audiência.

No clima do "vamos devolver o Rio aos cariocas", a transmissão, apesar de elegante, não economizou na emoção. No estúdio, Ana Paula, ao lado do comentarista de segurança Rodrigo Pimentel e do apresentador Márcio Gomes, enfatizava o apoio da população local à polícia e as mensagens de paz. Tanto tempo no ar, Pimentel, ex-capitão do Bope, fez lembrar o comentarista Caio Ribeiro, presença constante na Globo na Copa. Com isso, virou piada no Twitter. Se a transmissão ininterrupta se justificaria pela importância dos fatos, as novidades, entretanto, não foram suficientes para as horas a fio no ar. A toda hora reprisavam imagens do início da invasão. Vale destacar a boa vontade da Polícia em falar com a imprensa, especialmente a Globo, líder de audiência.

No mesmo tom policialesco que é a marca de seus telejornais, a Record valorizou a presença dos repórteres na "linha de tiro", fazendo "jornalismo verdade". Para fazer frente à presença de Pimentel na concorrente, contratou o ex-coronel do Bope Paulo César Amêndola. Exageros ao pé do Complexo do Alemão à parte, acertou ao mostrar com o helicóptero o que ocorria no resto da cidade - no caso, várias blitze -, coisa que a Globo esqueceu.

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