Gilson Saltoratto

Major do GATE, coordenador das operações em Araçatuba

Chico Siqueira, O Estado de S.Paulo

03 Dezembro 2010 | 00h00

1. Como foram as negociações?

Em todos os momentos, tentamos negociar com ele, fazendo que se entregasse e, depois, que entregasse a arma e a gasolina, mas foi em vão.

2.Qual foi o momento mais tenso das negociações?

Foi na madrugada e na manhã de hoje (ontem). Ele já estava usando a mulher como escudo. Ao amanhecer, ele ameaçou matar a vítima e jogou gasolina na porta do consultório e ameaçava atear fogo, nos dizendo: "Vocês querem mesmo que eu mate minha mulher."

3.Foi aí que vocês decidiram usar o atirador?

Quando voltou a despejar gasolina no local, achamos realmente que ele iria matar a vítima. O atirador estava a cerca de 3 metros de distância e aproveitou um vacilo do sequestrador - que veio até a janela - para atirar.

4. Em outros momentos, como no caso da estudante Adriana Caringi, em 2000, e no caso Eloá, em 2008, as ações do Gate não conseguiram salvar os reféns. Não houve temor de que isso voltasse a acontecer?

Todos os profissionais, como naquele caso e no da Eloá, são competentes para fazer seu trabalho. Em cada caso, como neste aqui de Araçatuba, há variáveis que são analisadas e estudadas. Essas variáveis podem mudar o desfecho do caso, mas os profissionais que trabalham são capacitados.

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