Andre Lessa/AE
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Gil Rugai fala hoje sobre a morte do pai

Três testemunhas foram intimadas pelo juiz e também devem ser ouvidas

O Estado de S.Paulo,

21 de fevereiro de 2013 | 11h17

SÃO PAULO - O quinto dia de julgamento de Gil Rugai, de 29 anos, acusado de assassinar a tiros o pai e a madrasta em março de 2004, vai recomeçar no Fórum da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, na manhã desta quinta-feira. Três testemunhas foram intimadas pelo juiz e devem ser ouvidas: um vigia da rua da casa onde as vítimas foram mortas, em Perdizes (o terceiro vigia a ser ouvido); o motorista de uma residência vizinha e um ex-sócio do réu.

Em seguida, na parte da tarde, é esperado o início do interrogatório de Gil Rugai, que pode se estender até o fim da noite. A sentença é prevista para esta sexta-feira, quando deve ocorrer um procedimento chamado debate: explanações finais da acusação e da defesa, cada uma com um hora e meia. Também pode haver réplica da acusação e tréplica da defesa, ambas com uma hora. A etapa seguinte é a reunião dos sete jurados, que vão responder a uma série de perguntas do juiz, apenas com sim ou não. As respostas irão determinar se Gil Rugai será condenado ou absolvido e, no caso de condenação, o tamanho de sua pena.

Irmão. Leo Grego Rugai, de 27 anos, disse nesta quarta-feira, 20, que acredita na inocência de seu irmão, Gil Rugai, de 29, acusado de matar a tiros seu pai e sua madrasta, em 28 de março de 2004. Em depoimento no terceiro dia do júri de Gil, ele saiu em defesa do irmão. "Foi uma coisa de olho no olho. Ele me garantiu (que não matou Luiz Carlos Rugai, de 40 anos, e Alessandra Troitino, de 33). Olhei no dele e acreditei", disse Leo. A sentença deve sair na quinta-feira, 20.

Testemunha de defesa no julgamento realizado no Fórum da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, Leo contou que não sabe quem matou seu pai e sua madrasta. Afirmou também desconhecer a razão pela qual os dois foram assassinados. Disse ainda que esteve com Luiz Carlos e Alessandra, na casa deles, em Perdizes, onde morreram, dois dias antes do crime. Segundo ele, não ouviu nenhum comentário sobre eventual desentendimento entre eles e seu irmão.

O irmão de Gil disse que continuou convivendo com ele. Acompanhou suas tentativas de prestar vestibular para Medicina, em Santa Maria e no Rio - Gil, porém, não passou nos processos seletivos. Leo também foi fiador da casa que o irmão alugou no Rio Grande do Sul. Perguntado se ambos ainda falavam sobre o crime, ele disse que não. "Não havia motivo", afirmou.

Leo reforçou que Gil, a madrasta e o pai se relacionavam bem. Ainda afirmou que se soubesse que o irmão tivesse matado o pai, ele ajudaria na contratação de um assistente de acusação para processá-lo. A respeito das armas compradas pelo irmão, ele disse que Gil tinha armas de chumbinho e que, desde pequeno, se interessava pelo esporte. Classificou o irmão como "um figurinha" que costumava usar "suspensório e sobretudo". A acusação não fez nenhuma pergunta para o irmão de Gil.

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