Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Gil Rugai deixa penitenciária escondido no porta-malas

Condenado responderá em liberdade à acusação de ter matado o pai e a madrasta, em 2004; STJ acatou argumento da defesa de que eventual prisão só deve acontecer após fim dos recursos

Gerson Monteiro, Especial para o Estado

02 de setembro de 2015 | 19h12

TREMEMBÉ - O ex-seminarista Gil Rugai deixou no fim da tarde desta quarta-feira, 2, a penitenciária Doutor José Augusto Salgado, conhecida como P2 de Tremembé, no Vale do Paraíba (SP). Condenado a 33 anos e 9 meses de prisão pelo assassinato do pai e da madrasta, ocorrido em 2004, Rugai estava preso desde novembro e conseguiu a liberdade graças a uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo informação de um funcionário do presídio, dois advogados fizeram a liberação de Rugai, que saiu dentro do porta-malas de um carro para evitar o assédio da imprensa.

Rugai foi julgado em 2013 pela morte de Luiz Carlos Rugai e Alessandra Troitino. Ele já havia ficado preso temporariamente entre setembro de 2008 e fevereiro de 2009, quando conseguiu habeas corpus que lhe dava direito de responder em liberdade. Em novembro de 2014, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) cassou o direito, e ele foi encaminhado à P2 em Tremembé.

Os advogados argumentam que uma eventual prisão só poderia ocorrer após trânsito em julgado do caso, quando não há mais possibilidade de recorrer a instâncias superiores da Justiça. Nesta terça-feira, 1, por unanimidade, a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça concedeu a soltura do ex-seminarista depois do pedido apresentado pelos advogados Marcelo Feller e Thiago Anastácio.

Segundo a acusação, Rugai matou o casal porque os dois haviam descoberto desvios financeiros praticados na empresa da família.

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