Gesto foi com 'certo desdém', diz Aécio sobre Marco Garcia

Comentário do governador de Minas foi durante velório de Julio Redecker, vítima do vôo 3054

Marcelo Auler, do Estadão

20 de julho de 2007 | 18h32

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), ao comparecer ao velório do deputado Julio Redecker (PSDB-RS), no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, classificou como "gesto com certo desdém" o episódio envolvendo o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. Para Aécio foi "algo grave que chocou a todos no íntimo da alma ".   "Isso é algo que nos constrange como cidadãos brasileiros. Não é hora de nos preocuparmos com o desgaste político eventual sobre este ou aquele agente público. É hora da consternação, de sermos sobretudo cidadãos que sentem e sofrem", declarou o governador mineiro.   Ele disse acreditar que "o presidente da República tem sentimentos e sofre também, mas, infelizmente, esse gesto vai na direção inversa", disse.   Falando sobre a crise aérea, o governador de Minas Gerais declarou que "todos nós brasileiros, nos sentimos um pouco órfãos neste momento de uma atitude um pouco mais firme e solidária do governo, que transparecesse uma maior solidariedade para com a gravidade do que ocorre".   Pelo entendimento de Aécio Neves, a crise aérea não está sendo gerenciada da forma como deveria ser "com estratégias, objetivos claros e com medidas que ultrapassem até mesmo questões hierárquicas do ponto de vista das forças armadas" .   Ele disse que há muito tempo defende a tese que o espaço aéreo brasileiro deve ser controlado "como acontece em todo mundo, salvo raríssimas exceções, por civis e não por militares".   Aécio reclamou do que chamou de inoperância do governo e disse não ter visto "ações concretas que permitam aos brasileiros, não superar a crise de um dia para o outro, mas perceber que estão sendo tomadas decisões, que nos levarão a ter tranqüilidade quando voarmos pelo Brasil."   Ao concluir, o governador tucano voltou a alfinetar o governo federa. "É preciso que a parti daí tenhamos esperança de que haja comando, haja decisão, estratégia e coragem para se tomar as medidas necessárias para o enfrentamento da maior crise do setor aéreo na história.   Não estou aqui para acusar A ou B. Estou aqui para me despedir do meu amigo Julio Redecker e consternado como qualquer cidadão brasileiro com o que aconteceu com estas 200 famílias que choram os seus mortos ou seus desaparecidos".

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