Gestão no Brasil é precária

O planejamento e a gestão de nosso País e de nossas cidades são muito precários. Como não há instâncias de planejamento ou canais de comunicação claros entre governo e cidadãos, cada um quer que se instale uma feira - desde que na quadra de baixo - ou que a tão desejada linha de metrô não resulte em estação ao lado de casa. Outro bom exemplo é Congonhas, combatido pelos vizinhos que para lá se mudaram muito depois de sua construção.

LÚCIO GOMES MACHADO, O Estado de S.Paulo

09 Janeiro 2011 | 00h00

O Estatuto das Cidades determina a elaboração de projetos urbanos com participação popular, mas o conceito foi deturpado com a invasão de entidades fantasmas ou atreladas a políticos. Em razão da falta de efetiva participação, planos competentes raramente são completados.

Como pode uma região com 19 milhões de habitantes não ter gestão coordenada? Uma cidade com 11 milhões ser representada por só 56 vereadores e as subprefeituras (cada uma com mais de 300 mil habitantes) não terem representantes de moradores? Mais uma vez se fala de reforma política e fiscal. É a oportunidade para que se conquiste participação efetiva.

É PROFESSOR DA FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO (FAU-USP)

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