GABRIELA BILÓ/ESTADÃO
GABRIELA BILÓ/ESTADÃO

Gestão Alckmin agora promete entregar seis obras de trem e metrô

Secretário diz que linhas atrasadas ficam prontas até 2018; Pelissioni atribuiu os atrasos à falta de financiamento federal

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

02 de setembro de 2015 | 14h59

Atualizada às 16h58

SÃO PAULO - Em uma nova promessa, a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) agora garante entregar seis linhas do sistema metroferroviário - todas atrasadas - entre o final de 2017 e começo de 2018. A administração estadual também voltou a culpar nesta quarta-feira, 2, a falta de financiamento do governo federal pela série de atrasos nas obras de mobilidade.

Nesta quarta-feira, 2, o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Clodoaldo Pelissioni, garantiu que as linhas 4-Amarela, 5-Lilás (ambas incompletas) do Metrô, 15-Prata e 17-Ouro do monotrilho, 9-Esmeralda (extensão até Varginha) e 13-Jade da CPTM estarão em funcionamento nos próximos anos.

Na última segunda-feira, 31, ele e o governador culparam a falta de repasses do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pelo atraso na linha de trem que vai ligar a zona leste da capital com o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Região Metropolitana. A Linha 13 - assim como o monotrilho da Linha 17, ligando o Aeroporto de Congonhas com a estação Morumbi - tinham sido prometidas pelo governo tucano para a Copa do Mundo de 2014. A obra integra o transporte sobre trilhos com os dois terminais aeroviários da Grande São Paulo.

A nova promessa de Pelissioni de concluir os seis ramais nos próximos anos foi feita no Seminário Nacional da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) & Transpúblico. O evento também teve a participação do ministro da Cidades, Gilberto Kassab (PSD).

O ex-prefeito da capital disse, durante coletiva de imprensa no evento, que o repasse do PAC de R$ 250 milhões para a Linha 13-Jade não foi feito porque o governo do Estado alterou o objeto do financiamento. Ainda afirmou que a pasta precisa analisar novamente o pedido.

"Parece que teve uma mudança no objeto, não. Teve. Quando você muda, e o governo do Estado sabia disso, recomeça todo o processo. A lei determina que seja assim caso contrário o Estado acaba sendo penalizado por mau uso do recurso público", explicou o ministro.

Logo após Kassab ir embora, Pelissioni negou a mudança e afirmou que o dinheiro continua sendo planejado para a compra de energia, a instalação dos sistemas de telecomunicações e sinalização da Linha 13-Jade. 

"É importante esclarecer é que não houve mudança de escopo no pedido. A pópria Caixa Econômica pediu que a análise fosse feita no que ela vai financiar. A obra inteira tem um valor de quase R$ 2 bilhões. É mesma coisa que financiar um pedaço e analisar o todo. Nós pedimos que o Ministério das Cidades pudesse financiar e analisar aquilo que ela vai emprestar para nós. O objeto é o mesmo", rebateu o secretário. 

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