Gerente diz que foi agredido na Lapa por ser gay

Um gerente de tecnologia da informação de 35 anos foi agredido por volta das 3 horas de domingo quando caminhava pela Lapa, na zona oeste, após sair de uma boate. Ontem, ele afirmou no 7.º Distrito Policial que foi agredido por ser homossexual. Ainda não há pistas dos responsáveis.

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2012 | 02h02

A vítima - que teve um osso da face fraturado e levou seis pontos - contou que foi perseguida por quatro homens, em dois carros, e agredida perto de um posto de gasolina da Rua Emilio Goeldi. Um amigo que estava com ele ainda tentou fugir.

Para o gerente, não há dúvida de que foi ataque homofóbico. "Não estava fazendo nada demais. Um deles já desceu do carro gritando: 'Corre, viado, a gente vai te matar'. Um deles me agrediu mais, com barra de ferro. Era alto, branco, forte, mas não aparentava ser skinhead."

O gerente mora há 10 anos em São Paulo e diz que nunca passou por situação parecida. "Me sinto inseguro. Nunca imaginei ser agredido assim, por nada, na rua." Ele afirmou que vai mudar seus hábitos. "Vou preferir ir a baladas com manobristas, para não ter de andar até o carro."

Segundo o delegado Rubens Barazal, a polícia investiga se o caso foi homofobia ou "um conflito que acabou em lesões corporais".

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