Gerente de projetos é preso suspeito de pedofilia em SP

Homem de 46 anos estava com uma menina de 9 anos quando foi detido em flagrante pelos policiais

Daniela do Canto, Central de Notícias

17 Fevereiro 2009 | 02h49

O gerente de projetos Jacques D'arc Cristiane Elias e Silva, 46 anos, foi preso em flagrante na noite desta segunda-feira, 16, suspeito de atentado violento ao pudor e tentativa de estupro contra uma menina de 9 anos no Brooklin, zona sul de São Paulo. Ele foi surpreendido por policiais militares dentro do seu carro, um Renault Logan, na esquina da Rua Kansas com a Avenida Engenheiro Luiz Carlos Berrini, por volta das 19h45. Silva é pós-graduado em Tecnologia da Informação pela Universidade de São Paulo (USP), é casado e tem duas filhas, de 8 e 9 anos.   O suspeito usava um preservativo quando foi revistado pela polícia, após ser levado ao 96º Distrito Policial (Brooklin). Segundo informações da Polícia Civil, policiais militares faziam um patrulhamento pela Rua Kansas quando se depararam com o carro do gerente, que possui insulfilm e estava com os vidros fechados. Ao perceber a aproximação da viatura, por volta das 19h45, ele tentou fugir, mas foi abordado na esquina com a Avenida dos Bandeirantes.   Ainda conforme a polícia, quando desceu do carro Silva estava com as roupas desalinhadas. O banco do passageiro do Logan, onde estava a menor, foi totalmente abaixado e no painel do veículo foi encontrado um envelope de preservativo aberto. A menina de 9 anos disse aos policiais que costuma frequentar os semáforos da Avenida dos Bandeirantes, onde faz malabares. Segundo ela, Silva a ofereceu um lanche e ela entrou no carro, onde fez sexo oral e foi bolinada.   A menina ainda afirmou que o gerente de produção falou que se a PM não chegasse, algo pior poderia ter acontecido. Aos policiais militares, o suspeito teria dito que fez uma "grande besteira". A menor foi conduzia ao Hospital Pérola Byington, onde fez exame de corpo de delito.   Depois de voltar do hospital, às 2h30, a vítima foi levada a um abrigo na região do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. Segundo a conselheira tutelar de Pinheiros, Carline Henrique da Silva, a medida foi tomada porque a menor estava fora de casa desde a última sexta-feira e os pais, que são separados, eram coniventes com a situação. O pai da menina esteve no 96º Distrito Policial (Brooklin), mas a mãe da menina sequer apareceu ou telefonou para a delegacia até a madrugada de terça-feira, 17.   "A menina morava com uma irmã por parte de mãe, mas o pai nem soube dizer qual a idade dessa irmã", afirmou Carline. Conforme ela, o pai sabia que a filha fazia malabares na rua, mas ele só teria sido avisado de que a menina estava fora de casa na segunda-feira, 16. "A mãe esperou três dias para avisar o pai sobre o sumiço da criança. Daí o pai pegou o filho mais novo do casal, de 8 anos, que indicou onde a menina estava", disse a conselheira. "Quando chegaram lá, outras crianças que estavam no local avisaram que a menina tinha sido levada para a delegacia", completou.   Carline ressaltou que a mãe da menor ainda pode perder a guarda do filho mais novo. "Provavelmente o menino também fica na rua, porque ele sabia exatamente onde irmã estava. Vou comunicar o Conselho do Jardim Ângela, onde mora a mãe das crianças, e Fórum de Santo Amaro. Se o juiz achar que deve, a mãe pode perder a guarda da outra criança", explicou.   Colaboraram Ricardo Valota e Paulo Maciel

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