Gerente de laticínio é morto a tiros após reagir a assalto

Homem tenta tomar arma de assaltante e é baleado; após negociação com a polícia, bandidos se entregam

Simone Menocchi, do Estadão,

23 de novembro de 2007 | 19h43

O gerente de laticínio Carlos de La Rosa Júnior, de 37 anos, foi brutalmente assassinado na noite de quinta-feira, 22, em Caraguatatuba, no Litoral Norte Paulista, ao tentar reagir a um assalto. Ele estava fechando o estabelecimento, por volta das 19 horas, quando três homens armados e um menor, invadiram o local e anunciaram o roubo. Carlos e outros dois funcionários ainda trabalhavam. Os funcionários se deitaram no chão e foram agredidos pelos ladrões. Preocupado com a vida dos funcionários e com o dinheiro da empresa o gerente tentou reagir. "Ele tentou tomar a arma do ladrão que atirou e do comparsa dele. Por este motivo, o meliante contou que atirou contra ele. Esta foi a justificativa", disse o delegado responsável pelo caso, Wanderley Fernandes. Os vizinhos ouviram os disparos e ficaram assustados. "Ouvimos vários tiros e chamamos a polícia. Não imaginávamos que tinham matado o gerente", contou a costureira Marisa dos Santos Silva, que mora ao lado do laticínio. Um dos vizinhos acionou a Polícia Militar. Quando os policiais chegaram ao laticínio um dos bandidos ainda ameaçava as outras vítimas. Houve uma breve negociação até que a quadrilha se entregasse. Diego dos Santos, Isaac Gonçalves da Silva, Marcelo José Alves e um menor de 17 anos foram presos. "Um deles tem passagem por homicídio e foi apreendido quando era menor, chegando a ir para a Febem". Os quatro, inclusive, teriam praticado um assalto na porta de um banco na semana passada. A vítima foi enterrada na tarde desta sexta-feira, 23, no cemitério municipal de Caraguatatuba. Em estado de choque a família e os amigos não quiseram dar entrevista. "Não dá pra acreditar, foi uma tragédia", comentavam. Carlos tinha três filhos e era divorciado.

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