Geólogo elogia estudo, mas diz que não é suficiente

Além da necessidade de se ter mapeadas as redes de água, esgoto, tubulações de gás e fiação elétrica, há a necessidade também de se conhecer as condições do solo e do substrato rochoso para liberar edificações e escavações na capital. É o que defende o geólogo Paulo Boggiani, professor do Instituto de Geociências da USP.

O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2011 | 03h02

O especialista explica que esse tipo de conhecimento detalhado do solo é obtido por meio de uma carta geotécnica, um estudo que indica todas as características do território subterrâneo. São Paulo tem uma, mas foi feita em 1992 e, segundo Boggiani, deve ser reavaliada. "Atualizada, essa ferramenta permite saber, por exemplo, quais áreas podem ter maiores problemas nas fundações de edifícios ou áreas que podem sofrer escorregamentos se forem escavadas. Em uma carta desse tipo, devem ser indicadas ainda as áreas de aterro e os antigos depósitos de lixo, para se evitar futuros problemas, como o vivido recentemente pelo shopping Center Norte." A Prefeitura diz que a carta geotécnica do Município, produzida pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), ainda é válida. / A.F.

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