Geológico sofre 'despejo' do Estado na Água Funda

No Instituto Geológico (IG), vinculado à Secretaria do Meio Ambiente, 13 dos 50 cargos de pesquisador e metade dos 120 cargos de apoio à pesquisa estão vagos. Mas não é só o quadro de funcionários que está sendo esvaziado: a instituição recebeu prazo até março para desocupar sua sede na Avenida Miguel Stéfano, no bairro da Água Funda, e mudar-se para um prédio na Rua Joaquim Távora, na Vila Mariana, levando consigo uma bagagem acumulada de 127 anos de pesquisa sobre a geologia do Estado.

Herton Escobar, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2014 | 02h04

O problema é que o prédio na Vila Mariana não está pronto para receber o instituto. Longe disso: precisa de pelo menos dois anos de reforma para acomodar todos os pesquisadores, laboratórios e coleções de amostras geológicas e paleontológicas adequadamente. E a mudança não é voluntária: o instituto está sendo obrigado a sair da Água Funda porque o terreno que ele ocupa, adjacente ao Centro de Exposições Imigrantes, foi cedido pelo governo do Estado à iniciativa privada, para ampliação do parque de convenções.

O instituto recebeu em agosto prazo de 180 dias para desocupar o local.

O plano é fazer uma "ocupação emergencial" do imóvel na Joaquim Távora até que um projeto definitivo de adequação possa ser concluído, segundo o diretor do IG, Ricardo Vedovello. Algumas instalações mais simples poderão ser transferidas imediatamente, em caráter provisório, enquanto outras, mais técnicas, ficarão temporariamente indisponíveis.

A coleção paleontológica do IG, com mais de seis mil amostras fósseis de plantas e animais, deverá ser transferida provisoriamente para o Parque CienTec, vinculado à Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP, que fica também na Avenida Miguel Stéfano.

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