EDU SILVA/FUTURA PRESS
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GCM prende em flagrante dois suspeitos de furtar 32 peças no cemitério São Paulo

Dupla foi presa em flagrante ao transportar objetos por cima do muro do cemitério para uma carroça na esquina da Rua Cardeal Arcoverde e Avenida Henrique Schaumann

Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2016 | 12h58

SÃO PAULO -  Dois homens foram presos por guardas-civis metropolitanos após terem sido flagrados furtando pelo menos 32 peças dos jazigos do Cemitério São Paulo, em Pinheiros, na zona oeste da capital. A dupla foi detida transportando os objetos por cima do muro para uma carroça, na esquina da Rua Cardeal Arcoverde com a Avenida Henrique Schaumann, por volta das 23h30 desta terça-feira, 11. Um suspeito fugiu.

A GCM patrulhava a região quando viu Leandro Luís Antão, de 32 anos, e Adriano Ferreira Gomes, de 40, tirando objetos por um muro do cemitério e os colocando em uma carroça. Ao todo, 21 placas de identificação, duas estátuas, seis vasos e três escudos foram apreendidos com os suspeitos. De acordo com os relatos dos guardas-civis, havia uma terceira pessoa envolvida, que estaria dentro do cemitério. Mas o suspeito não foi localizado pela polícia.

A polícia fez uma perícia no local e os objetos foram devolvidos para um representante do cemitério. O caso foi registrado no 14.º Distrito Policial (Pinheiros). Os dois homens detidos vão responder pelo crime de furto qualificado (com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa e mediante concurso de duas ou mais pessoas).

Outros casos. Não é a primeira vez que os cemitérios paulistanos sofrem com a falta de segurança. Em julho, o Estado encontrou mais de 50 túmulos saqueados no Cemitério da Consolação, na região central. Entre os itens furtados estavam portas de jazigos, placas de identificação e adornos feitos de mármore, bronze ou cobre. Até o túmulo do escritor Monteiro Lobato foi violado. A guirlanda e o portão do jazigo foram alguns dos objetos levados pelos ladrões.

Reportagem de agosto mostrou a ocorrência de furtos também nos cemitérios da Vila Alpina, na zona leste, e do Araçá, na zona oeste. Em ambos, a falta de manutenção foi outro problema identificado. Familiares de pessoas enterradas no local disseram fazer a limpeza por contra própria.

Na Vila Alpina, o piso estava tomado por barro e os túmulos e corredores pareciam não passar por serviço de retirada de galhos e folhas secas. No Araçá, uma escadaria lateral estava tomada por mato e lixo. Jazigos sem porta pareciam depósitos de entulhos. Até uma caixa de pizza e uma cueca foram vistos pela reportagem no local.

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