Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

GCM foi morto em emboscada de adolescentes para roubar armas, diz Polícia

Um adolescente de 17 anos, acusado de envolvimento no crime, foi apreendido nesta quarta; ele é o 2º a ser pego, mas 5 ainda estão foragidos

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

18 Maio 2017 | 18h48

SÃO PAULO -  Os adolescentes responsáveis por assassinar o guarda-civil metropolitano Marcos Roberto de Oliveira, de 49 anos, haviam armado uma emboscada para, na verdade, roubar as armas dos agentes que fossem atender a ocorrência na frente de uma escola municipal do Jardim Lajeado, zona leste de São Paulo. Segundo investigações da Polícia Civil, o grupo deu chutes no portão da escola para atrair a GCM, surpreendê-la e revender cada arma por cerca de R$ 1 mil. 

O plano foi relatado aos policiais por um adolescente de 17 anos, apreendido na noite desta quarta-feira, 17. Em depoimento ao 68.º Distrito Policial (Lageado), o suspeito teria confessado participação no crime e informado que a algazarra na frente da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Eliza Mara Torres havia sido arquitetada. O objetivo era chamar e distrair a GCM, segundo informações da Polícia Civil. Outros cinco suspeitos ainda estão foragidos.

Na terça-feira, 9, a GCM foi acionada por funcionários da escola após um grupo de sete adolescentes, três deles menores de idade, chutar os portões da unidade de ensino. Quando chegaram ao local, os guardas encontraram parte dos jovens em uma quadra comunitária, instalada na frente do colégio.

Então, os GCMs foram chamar atenção dos adolescentes, mas acabaram surpreendidos por tiros desferidos pelas costas. Oliveira foi atingido por quatro disparos, um deles na cabeça. A parceira dele sacou a arma, revidou os tiros e afugentou os criminosos. Em seguida, pediu reforço e foi socorrer o colega. A vítima, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Um adolescente de 15 anos, acusado de participação no assassinato, foi apreendido no mesmo dia do crime. Baleado de raspão na perna, ele havia conseguido fugir, mas foi rastreado por cães farejadores da GCM. Os animais seguiram o rastro de sangue deixado pelo jovem, que foi pego na favela do Jardim Aurora. 

Investigações. O caso é investigado por uma força-tarefa da Polícias Civil e Militar, do governo do Estado, e da GCM, da Prefeitura. "Estamos todos trabalhando em conjunto, harmonicamente, para encontrar todos os responsáveis", afirmou o delegado Moisés Leite Tavares, assistente do 68º DP. 

Nesta quarta, a PM recebeu uma denúncia anônima sobre o paradeiro de um dos suspeitos. O jovem foi encontrado em casa, no Jardim Santa Etelvina, na região do Lageado, onde a mãe tentava escondê-lo. Segundo a Polícia Civil, o suspeito tentou fugir mas foi apreendido pelos policiais. 

O jovem prestou depoimento na delegacia e depois foi encaminhado para a Fundação Casa. Aos investigadores, teria afirmado que participou do crime e disse que o autor dos disparos contra o GCM era um jovem de 18 anos, que está foragido.

Segundo a Polícia Civil, o adolescente tem passagem por roubo à uma farmácia e era considerado foragido, após escapar de uma unidade da Fundação Casa. Dos sete suspeitos, um ainda não foi identificado pelos investigadores.

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