Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Gaviões incendeia o Anhembi com desfile detalhista

O carros grandiosos tinham acabamentos impecáveis e os integrantes exibiam maquiagens elaboradas

Fabiana Cambricoli, Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

15 Fevereiro 2015 | 02h04

A Gaviões da Fiel entrou na avenida embalada pelo público que, em arquibancadas lotadas, ficou de pé e balançou bandeiras do Corinthians durante toda a passagem da escola. A agremiação apostou na história do baralho com o samba enredo “No jogo enigmático das cartas, desvendem os mistérios e façam suas apostas, pois a sorte está lançada”.

A agremiação se preocupou especialmente com os detalhes em suas alegorias. O carros grandiosos tinham acabamentos impecáveis e alas em que, além das fantasias, os integrantes exibiam maquiagens elaboradas - como da caveira da morte. A bateria, por exemplo, reproduziu no rosto as pinturas do personagem Coringa, do Batman, que ficou emblemático ao ser representado pelo ator Heath Ledger.

A escola encerrou o desfile com exatos 65 minutos – se passasse um minuto dessa marca, perderia pontos. Pode ter comprometido a pontuação final, no entanto, a queda do chapéu de um dos integrantes da alegoria que representava a morte. O item caiu na metade da avenida e permaneceu no chão. Ainda, um sinalizador atirado da arquibancada quase atrapalhou a evolução da comissão de frente da Gaviões. As chamas do artefato quase atingiram as cartas de baralho gigantes trazidas pelos integrantes da comissão, mas ele se apagou rapidamente.

Há 12 anos sem ganhar o título do Grupo Especial, o grupo deixou a avenida confiante de que neste ano poderá quebrar o jejum. "Nos outros anos, nós perdemos para nós mesmos, pelos nossos erros. Neste ano, a escola veio completa, sem nenhum problema. Não sei o que os jurados vão achar, mas eu já me sinto campeão pela alegria dos meus componentes", disse o presidente da escola, Wagner da Costa.

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