Gaviões da Fiel tinge Anhembi de branco e preto

Centenário corintiano embalou escola, que apostou na força de jogadores para sacudir a avenida

Gabriel Pinheiro, estadao.com.br

14 Fevereiro 2010 | 04h33

   

 

SÃO PAULO - Como não podia deixar de ser, o desfile da Gaviões da Fiel deu ao Anhembi ares de final de campeonato de futebol. Aos gritos de "É campeão!", a escola fez uma folia competente, sem incidentes e dentro do limite do tempo, com entre 3,8 mil e 4 mil integrantes. Neste ano, o centenário do Corinthians virou samba - "Corinthians... Minha Vida, Minha História e Meu Amor" - e não faltaram referências às glórias do Timão. 

 

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A escola apostou no apelo de jogadores e ex-jogadores, entre eles Sócrates, Wladimir e Ronaldo, além da apresentadora Sabrina Sato, madrinha de bateria, e da estudante Geisy Arruda, que ganhou notoriedade ao ser hostilizada por alunos da Uniban por ir com um vestido curto à aula.

 

Ronaldo, vale dizer, causou grande comoção entre público. Ao final do desfile foi necessária escolta de seguranças para que o atacante corintiano pudesse deixar a avenida, enquanto dezenas de fãs se amontoavam a sua volta, à espera de uma deixa.

 

 

Além da história corintiana, a escola citou eventos marcantes extra-campo, como a Semana de Arte Moderna de 1922 (ano em que o Corinthians conquistou o Campeonato Paulista que ficou conhecido por ser o do centenário da Independência do Brasil) e a ligação do clube com a fé e com a democracia (representado pelo movimento da Democracia Corintiana de 1982 e 1983, quando o vitorioso time liderado por atletas como Sócrates, Wladimir e Casagrande se destacou também por defender a volta das eleições diretas e da democracia no País, nos derradeiros anos de Regime Militar).  

 

OTIMISMO

 

"O ano de vitórias do Corinthians começa aqui", afirmou o vereador Milton Leite. Usando uma fantasia toda branca, "o manto do Corinthians", ele portava uma colorida "espada de São Jorge". "São Jorge vai cravar a espada no dragão da Libertadores", disse.

 

Quem concorda com ele é o ex-jogador, hoje comentarista de futebol, Neto, um dos maiores ídolos da história do clube. Ele afirma que não desfilava há muito tempo, mas por conta do centenário e pelo esforço dos diretores da Gaviões da Fiel, aceitou o convite. "Indo bem no carnaval, valoriza a campanha do time na Libertadores", avalia.

 

Neto disse também que gosta de participar dos desfiles de carnaval, embora ache muito chato assisti-los pela TV. O ex-jogador ainda elogiou o trabalho da escola. "Sem a Gaviões, só ia ter umas mil pessoas aqui no sambódromo", afirmou.

 

 

(com Mário Sérgio Lima, da Agência Estado)

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