Gasolina com 96% de álcool era vendida em posto de Diadema

Índice está quatro vezes maior que o permitido de 26%; três funcionários foram presos

01 de julho de 2008 | 06h47

Operação realizada nesta segunda-feira na cidade de Diadema, no Grande ABC, flagrou um posto de gasolina que vendia gasolina comum com uma taxa de 96% de álcool, índice quase 4 vezes maior que o permitido (26%). Três pessoas foram presas, menos os donos, que não estavam no local. Localizado na Avenida Casa Grande, no Jardim Portinari, região central da cidade, o posto de bandeira Esso teve as máquinas lacradas. No momento em que promotores e técnicos da ANP chegaram ao estabelecimento, flagraram um caminhão-tanque branco, sem identificação alguma, carregado de solvente, que seria misturado aos combustíveis contidos nos tanques. O motorista alegou que apenas foi pago para fazer o frete e que não sabia do esquema. Em uma amostra de gasolina comum colhida pelos funcionários da agência, praticamente só havia álcool. Segundo o sindicato que representa donos de postos, a adulteração já atinge um em cada três postos da Grande São Paulo. Os donos dos postos compram solventes diretamente de distribuidoras clandestinas; e o álcool muitas vezes sai de usinas por meio de um esquema de notas fiscais frias. A operação foi realizado por promotores do Grupo de Atuação Especial Regional de Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) do Ministério Público, técnicos da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e policiais militares da 2ª Companhia do 24º Batalhão.

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