Garoto que quase foi jogado do 4.º andar segue internado em SP

Pai, que foi transferido de prisão, agrediu e ameaçou jogar criança pela janela, mas foi impedido pelo vizinho

Simone Menocchi, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2008 | 19h38

Continua internado em observação, na ala pediátrica do Pronto Socorro Municipal de São Jose dos Campos, no Vale do Paraíba, o menino de três anos agredido com golpes pelo pai, o técnico em eletrônica Eduardo Martine Marques, de 28 anos, na última sexta-feira. Depois de discutir com a mulher e trancá-la em um quarto, o técnico em eletrônica também tentou matar o próprio filho, ameaçando jogar a criança da janela do quarto andar do prédio onde mora. O menino só não foi jogado por que um amigo da família se arriscou e pulou da janela do corredor para a janela onde estava o agressor e o deteve. Eduardo foi preso em flagrante e ficou em cela isolada na cadeia de Jacareí até está segunda-feira, 23, quando foi transferido para o Centro de Detenção Provisória de São José dos Campos. A criança foi socorrida e passou por uma cirurgia para drenagem torácica, já que os cortes também atingiram o pulmão. Na tarde de domingo ela passou da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para a ala da observação, onde permanece, sem previsão de alta.  Segundo a policia, o casal começou a brigar e Eduardo trancou a mulher em um quarto, dando inicio às ameaças ao filho de 3 anos. A mãe da criança tentou sair do quarto e sem conseguir, chamou os sogros por meio da internet. A família conseguiu acionar a Polícia Militar que com a ajuda de vizinhos e um pastor evangélico, negociou com Eduardo a libertação da criança por cerca de uma hora e meia. Eduardo também cortou a rede de proteção da janela e ameaçava jogar o menino. Para a família, que freqüenta cultos evangélicos, Eduardo estava "possuído pelo demônio", pois sempre foi uma pessoa calma e nunca se conformou com o caso Isabela, chegando a criticar Alexandre Nardoni. "Depois do caso Isabela meu filho ficou mais amoroso com o filho dele, acho que só a medicina consegue explicar o que houve", afirmou Sônia Martine, mãe do técnico, que vai responder por tentativa de homicídio e cárcere privado.

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