Garota é estuprada e jogada de ponte

Menina de 13 anos sobreviveu à queda de 5 metros, se escondeu do agressor e o denunciou à polícia; homem foi preso em Mairiporã

Marco Antônio Carvalho, O Estado de S. Paulo

06 de novembro de 2014 | 20h52

SÃO PAULO - Uma menina de 13 anos foi estuprada, amarrada e jogada de uma altura de 5 metros na cidade de Mairiporã, região metropolitana de São Paulo, na madrugada desta quinta-feira, 6. A garota sobreviveu aos ataques, procurou abrigo e reconheceu o autor dos crimes, que confessou os atos após ser preso, pouco tempo depois. 

O caso teve início por volta das 19 horas de quarta-feira. De acordo com a polícia, ela voltava da escola e entrou no condomínio onde mora. Nesse momento, a menina foi abordada pelo caseiro José Edilson de Oliveira, de 45 anos, que a colocou dentro de um carro. “Ele a ameaçou com uma faca”, disse a delegada titular de Mairiporã, Claudia Patricia Dalvia.

Após o rapto, a menina foi levada a uma das casas vigiadas por Oliveira. Segundo a polícia, foi nesse local que aconteceu o primeiro estupro. A adolescente foi violentada outras duas vezes dentro do carro. 

O caseiro passou a dar voltas pela cidade com a menina, ainda segundo o boletim de ocorrência. O homem então amarrou as mãos da adolescente e colocou um saco plástico em sua cabeça.

À polícia, a vítima relatou ter pedido para não ser jogada de uma ponte, onde Oliveira parou o carro e anunciou que ia empurrá-la. Apesar do apelo, o caseiro jogou a garota de uma altura aproximada de cinco metros. 

A menina sobreviveu à queda e procurou se esconder quando Oliveira voltou ao local durante a madrugada para se certificar de que ela havia morrido. A vítima se abrigou em uma guarita próxima e esperou amanhecer. Um vigilante a encontrou e contatou seus pais.

“A partir daí, a polícia procurou pelas letras iniciais das placas e pelo modelo do carro do caseiro e o prendeu. Ele já apresentou comportamento nervoso desde o começo e chegou a quebrar o vidro da viatura”, disse a delegada. O homem foi levado à delegacia, onde foi reconhecido pela menina.

Motivações. Segundo a polícia, ele confessou os crimes, mas não apresentou as motivações. “Ele esteve frio durante o interrogatório”, acrescentou a delegada. No carro dele estavam pedaços de corda do mesmo tipo usado para amarrar a garota. 

A Polícia Civil indiciou o caseiro por tentativa de homicídio, estupro de vulnerável e dano ao patrimônio, em razão do vidro quebrado da viatura. Ele já tinha passagem pela polícia por acusação de receptação. 

Em estado de choque, a adolescente prestou esclarecimentos à polícia e deverá depor nos próximos dias. No mês de setembro, o Estado de São Paulo registrou 856 casos de estupro.

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