Gargalos agora param sentido Ayrton Senna

Na direção contrária, congestionamentos são comuns entre as Rodovias Bandeirantes e Castelo Branco

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2010 | 00h00

Foto aérea mostra as novas faixas da Marginal poucos dias após o término das obras

 

SÃO PAULO - O levantamento feito pelo Estado também aponta uma mudança na dinâmica dos congestionamentos na Marginal do Tietê. Nas semanas de março anteriores à inauguração das novas pistas - no dia 27 -, o sentido que concentrava a maior parte das lentidões era o da Rodovia Castelo Branco, principalmente na pista expressa. Na semana de 15 a 19 deste mês, por exemplo, a pista expressa desse sentido registrou um total de 361,2 km de lentidão, ante 182,8 km da pista local da mesma direção. As lentidões no sentido inverso ficaram em 114 km na pista expressa e em 70,6 km, na local.

 

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A situação se inverteu, no entanto, em abril e maio. Em todas as semanas desses meses, as maiores lentidões estiveram na pista expressa do sentido Ayrton Senna. Fontes da CET informaram que os principais fatores para essas mudanças são as grandes obstruções que passaram a existir no sentido da zona leste, por causa das obras de construção de pontes e viadutos da Nova Marginal. O outro lado da via foi beneficiado sobretudo com as intervenções no Cebolão. Esse trecho anteriormente era um foco de problemas, por causa das saídas para as Rodovias Bandeirantes e Castelo Branco.

Gargalos

 

A análise dos principais trechos de congestionamento aponta para a existência de um grande gargalo na região da ponte do Rio Tamanduateí, sentido zona leste. O levantamento dos boletins de trânsito apontou um total de 473 trechos de grandes congestionamentos na via - com diversas combinações de pontos de início e fim das filas de veículos. Desse total, 86 (18%) começam no Tamanduateí.

O grande problema nesse trecho é a obra de construção de um dos viadutos. As pistas central e expressa acabam se afunilando e o trânsito na local é prejudicado porque há somente uma faixa de transposição para as demais. "Esse é um gargalo que permanece, porque você chega em três pistas e depois afunila para uma. E, como aumentou a quantidade de veículos na Marginal, isso tende a piorar", diz o engenheiro de Tráfego e mestre em Transportes Sérgio Eijzenberg.

São formadas filas de até 10 km, a partir desse ponto, no pico da tarde. Às 18 horas de segunda-feira, por exemplo, a cidade apresentava 53 km de lentidão - e 6,1 eram apenas a partir desse ponto. Outro momento complicado é na hora do almoço, possivelmente porque se inicia o horário em que os caminhões são permitidos na Marginal.

Outros pontos de gargalo na Marginal, segundo o levantamento da reportagem, coincidem com trechos em que as obras na via invadem as demais pistas. No sentido Castelo Branco, por exemplo, são rotineiros os congestionamentos na região do Hospital da Vila Maria, na zona norte. Os motoristas enfrentam problemas normalmente nas primeiras horas da manhã em média em um trecho de 2,3 quilômetros, até a Ponte Jânio Quadros. No mesmo sentido, os motoristas também pegam congestionamento praticamente todos os dias no trecho entre as Rodovias Bandeirantes e Castelo Branco.

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