Garçonete esperava para voltar para casa

Dois minutos antes da explosão no restaurante Filé Carioca, a garçonete Daniele Cristina Antunes Pereira, de 18 anos, telefonou para o marido, o vigia Edivaldo Santos da Silva, de 30. Ela contou que o cheiro de gás estava "insuportável" e aguardava do lado de fora para ser liberada do trabalho, junto a outros funcionários. Daniele foi atingida pela explosão e é uma das três pessoas feridas gravemente no acidente. Está internada no Centro de Tratamento Intensiva (CTI) do Hospital Souza Aguiar. Dos 17 feridos, seis seguiam internados ontem à noite.

O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2011 | 03h02

"Me ligaram em seguida dizendo que ela estava ferida. Eu não acreditei", disse Edivaldo.

Atingida no tórax e nas pernas, Daniele foi submetida a cirurgia de três horas e levada ao CTI. Ela trabalhava havia três semanas no seu primeiro emprego. Telefonara ao marido do orelhão destruído pela explosão.

Até as 14h, Maria de Lourdes buscava informações sobre o marido, o chefe de cozinha Severino Antônio Tavares. Nenhum funcionário do hospital ou da prefeitura apareceu. Chamado pelo repórter, o atendente do restaurante Rubens Barbosa de Souza deu a pior notícia à família. Primeiro para o filho, Anderson, depois para Maria de Lourdes, que gritou e começou a chorar. / FELIPE WERNECK

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