Ganhador de bolão da Mega-Sena é assassinado em Limeira

Esposa diz que Altair Aparecido dos Santos vinha recebendo ameaças de homem que não pagou pela aposta

Solange Spigliatti e Tatiana Fávaro, estadao.com.br e O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2008 | 08h52

O ganhador da Mega-Sena Altair Aparecido dos Santos, de 43 anos, foi morto no fim da noite de domingo, 16, após um churrasco, em uma chácara, no condomínio Portal das Flores, em Limeira, a 151 km de São Paulo.  Veja também:Suspeito nega ter matado ganhador da Mega-Sena em Limeira Em maio do ano passado, Santos ganhou com mais 13 colegas prêmio de R$ 16 milhões na Mega-Sena. Duas pessoas que costumavam jogar com o grupo em bolões organizados por Altair em bar de sua propriedade não tinham pago o valor da aposta e foram deixadas de fora do rateio do prêmio. Uma delas, o aposentado Dorgival Bezerra de Oliveira, de 52 anos, foi apontado como principal suspeito do crime pela família de Santos  Segundo o boletim de ocorrência, a mulher de Altair, Maria Isabel, citou que o marido vinha sofrendo ameaças de um homem há três dias, inclusive com uma faixa colocada em um bar com os dizeres "Limeira está pequena para nós dois". O crime ocorreu por volta de 21h30. Santos havia passado o domingo com família e amigos em sua chácara, comemorando o oitavo aniversário de seu único filho, Diego. Segundo a família da vítima informou aos policiais militares que atenderam a ocorrência, por volta de 21 horas estavam na casa apenas os pais de Santos, Vanadir e Conceição, a mulher e a criança. O comerciante teria saído da casa para apagar uma luz, quando foi feito o disparo. O assassino fugiu sem deixar pistas, segundo a polícia. Santos foi socorrido por um vizinho até a Santa Casa de Limeira, mas morreu a caminho do hospital. De acordo com o depoimento do porteiro Laudelino Batista Paiva, que trabalhava no local na noite do domingo, não houve nenhum movimento suspeito. O delegado informou que o assassino pode ter entrado pelo terreno baldio que faz divisa com os fundos da chácara de Santos. Os investigadores da DIG vão requerer as placas dos veículos que entraram e saíram do condomínio naquela noite à empresa de segurança. De acordo com os policiais, o sistema de segurança não possuía circuito interno de câmeras de vídeo. Durante velório e enterro da vítima, nesta tarde, os parentes não deram entrevistas. O comerciante Marcos Aurélio Cunha, de 53 anos, amigo de Santos, disse nunca ter ouvido falar em ameaças. Depois de ganhar na Mega-Sena e desfazer-se do bar do qual era dono, Santos investiu dinheiro na loja de Cunha e também em uma metalúrgica da cidade.  O comerciante também já tinha dado aulas na rede estadual de ensino como professor substituto. "Ele era uma pessoa querida. Quando ganhou o prêmio, não quis deixar o bairro em que morava (Jardim do Lago), o mesmo onde tinha o bar. Derrubou a casa na qual morava e ia construir outra ali. Estava na chácara só enquanto durasse a obra", afirmou Cunha.  Atualizado às 20h41 para acréscimo de informações

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