Galeria vizinha substitui Pagé na pirataria

Alvos da operação que apreendeu 1 milhão de produtos pirateados em abril, comerciantes da Galeria Pagé, no centro de São Paulo, têm migrado para uma outra galeria, na mesma rua, para manterem seus negócios. Localizada na Rua Barão de Duprat, a Galeria Korai fica a 50 metros de uma das entradas da Pagé. O local é indicado pelos próprios comerciantes como o novo polo de produtos piratas na região.

Felipe Tau / JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

05 Maio 2011 | 00h00

O centro comercial tem cinco andares e cerca de 320 boxes. Com fachada envidraçada, parece um shopping comum, mas é só chegar mais perto para ver itens como réplicas de óculos da Ray-Ban (R$ 120) e imitações de bolsas Louis Vuitton (de R$ 70 a R$ 120). "Pirata, agora, só lá", disse uma vendedora da Pagé. Com parte das prateleiras vazias por causa da recente fiscalização, a galeria tem uma "filial" na Korai, onde, segundo ela, seria possível encontrar os jogos piratas.

Segundo comerciantes, por causa da migração, o valor do aluguel de um box de 5 m² passou de R$ 3 mil no início do mês passado para R$ 6 mil. Procurado pela reportagem, o administrador da galeria não respondeu.

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana afirmou que "o combate à pirataria e ao contrabando é uma ação contínua e não pontual", mas não informou se a Korai também será fiscalizada.

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