Furto dentro de agência

SEGURANÇA NOS BANCOS

O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2011 | 03h02

Em 12/8, ao pedir ajuda, fui atendida no Banco do Brasil por um homem que auxiliava um senhor no caixa ao lado. Ele pediu para que eu digitasse a senha para confirmar a operação. Agiu profissionalmente, virando-se para o lado. O que eu não sabia era que o senhor ao lado era o seu comparsa. Quando o suposto funcionário pegou meu cartão, achei estranho e reclamei. Ele me deu outro cartão e correu. Pedi a uma funcionária que bloqueasse a senha, o que levou 17 minutos, dando tempo de o ladrão sacar R$ 1.000 em outro caixa. Ao voltar ao banco para reclamar, ouvi que a culpa tinha sido minha.

MARIA LUCÍLIA ANDRADE COSTA / SÃO PAULO

O Banco do Brasil informa que a reclamação foi objeto de processo interno e que a conclusão já foi apresentada à titular da conta. O banco diz que os funcionários que auxiliam clientes são identificados com crachá e uniforme, e reitera orientações de segurança quanto à guarda de cartões e senhas, que são pessoais e intransferíveis.

A leitora contesta: Um funcionário entrou em contato com a minha filha, que é a titular da conta, e disse que o dinheiro não havia sido devolvido porque era eu quem usava a máquina. A resposta não satisfaz porque a reclamação é de que fui vítima de furto no banco e, portanto, se estou usando ou não o cartão de minha filha é outro assunto. Quanto ao crachá, o ladrão usava um e agiu na frente do segurança. O fato de ter havido uma demora de 17 minutos para o cancelamento da senha pode dar margem a muitas interpretações, pois, se a referida senha tivesse sido cancelada logo, não haveria tempo para o furto.

HOSPITAIS ESTADUAIS

Precariedade

Sobre a denúncia da médica residente do Hospital Emílio Ribas publicada neste espaço no dia 7/12, gostaria de registrar minha solidariedade à coragem dela em denunciar um fato conhecido e vivido por muitos de nós, médicos, em diferentes hospitais de São Paulo. Tendo sido fundador da Associação de Médicos Residentes do Estado de São Paulo, chefe dos residentes do Hospital do Câncer de São Paulo, coordenador da Residência Médica do Hospital do Câncer e posteriormente da Disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina de Sorocaba, onde lecionei nos últimos 19 anos, sou testemunha do caos que os hospitais, administrados pelo governo do Estado de São Paulo, passaram e passam nos últimos (pelo menos) 20 anos. Em várias ocasiões me deparei com a falta de fios cirúrgicos, aparelhos e instrumentais de péssima qualidade e centro cirúrgico totalmente contaminado. Já sofri com a impossibilidade de realizar tomografias, raio X e mamografias. Temo pela segurança dessa médica em continuar seu aperfeiçoamento no Hospital Emílio Ribas. Como conhecedor de como funciona a administração de hospitais estaduais, acredito que a situação real do hospital relatada na queixa não chegará ao secretário de saúde e ao governador.

AYRTON DE ANDRÉA

/ SÃO PAULO

ATRASOS SE REPETEM

Faltam medicamentos

Em março reclamei sobre a falta desde setembro de 2010 do medicamento Sifrol 1 mg, na rede pública estadual. Ele é usado para tratar o mal de Parkinson. Meu pai precisa de 3 caixas ao mês, que custam R$ 639. Em julho passaram a entregar a medicação novamente, mas de outro laboratório, e, em vez de 1 mg do princípio ativo (pramipexol), a quantidade diminuiu para 0,7 mg, o que resultava na necessidade de mais comprimidos ao dia. Mas, ao buscar o medicamento no dia 21/11, fui informada sobre a falta dele e de que não havia previsão de entrega. É um descaso do governo com os doentes, contribuintes. Quando envelhecem, ganham uma miséria de aposentadoria e ainda têm de passar pelo constrangimento de pedir para outra pessoa comprar o remédio, pois custa caro. Peço uma explicação sobre o motivo de o governo adquirir o medicamento de um laboratório que produz o remédio com menor princípio ativo.

ROSELY BORGHESE / SÃO PAULO

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo esclarece que o laboratório Sandoz atrasou a entrega do medicamento Pramipexol (Sifrol). Não houve "descaso" do governo, como relata a leitora, pois a compra foi feita. A Secretaria trabalha constantemente para que não faltem medicamentos à população. O laboratório, sujeito à multa por atraso, deveria ter entregue o produto em 11/10, mas só o fez em 2/12. O abastecimento do remédio foi normalizado na farmácia Várzea do Carmo e a entrega foi feita ao paciente em 5/12.

A leitora responde: Se a palavra "descaso" os ofendeu, que tomem outras providências (já que a multa não adianta nada) para que essa situação não continue a ocorrer.

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