Funkeiro é assassinado na frente de igreja da zona norte

MC Brow foi executado no Jardim Peri com pelo menos 23 tiros; duas balas atingiram fachada de templo evangélico

O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2012 | 03h02

O representante comercial e funkeiro Jokrey Alves de Figueiredo, de 28 anos, também conhecido como MC Brow, foi assassinado anteontem à noite com pelo menos 23 tiros na frente de uma igreja evangélica no Jardim Peri, zona norte de São Paulo. A polícia ainda não sabe quem são os autores, qual foi o motivo do crime e espera agora pelos depoimentos de familiares e testemunhas para esclarecer o caso.

O assassinato aconteceu por volta das 19h30, na Rua Araújo Castro. Segundo a polícia, Brow foi perseguido por seis homens em três motos e, na fuga, foi atingido por um tiro. Ele então perdeu o controle do carro, um Ford EcoSport com placa de Marília. O veículo desceu, de ré, e acertou outros três até parar na frente da igreja.

Os matadores tiraram Brow de dentro do EcoSport e dispararam várias vezes. Os policiais que atenderam a ocorrência contaram 15 tiros na cabeça do funkeiro. Ele também foi baleado na barriga, nas costas e no braço direito. Segundo o boletim de ocorrência, foram recolhidos 36 estojos deflagrados de balas calibre 9mm, 380, .45 e .40.

Pelo menos dois tiros atingiram a fachada da igreja, onde era realizado um culto. Segundo fiéis, por pouco não aconteceu uma tragédia, porque a calçada costuma ficar lotada de crianças.

Moradores do bairro dizem que, cerca de 30 minutos depois do assassinato, foram ouvidos fogos de artifício em uma comunidade próxima do local. A principal hipótese para a causa do crime é a de que Brow foi morto por ter delatado colegas. Também foi dito que ele estaria envolvido na morte de um ex-amigo, mas a polícia disse que não há inquérito sobre esse caso. O MC já foi preso por roubo. As letras de suas músicas têm temática sexual.

Segundo o delegado Guilherme Amadeu Júnior, da 2.ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), é cedo para saber quem são os autores. "A gente sabe que se trata de vingança. Agora, não posso descartar nada." /W.C.

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