Fundador da Gol é preso e vai parar no hospital

Com prisão preventiva decretada por tentativa de assassinato do ex-genro Eduardo Queiroz, o empresário Nenê Constantino, fundador da Gol Linhas Aéreas, foi internado ontem no Hospital do Coração, após ter passado mal no núcleo de custódia do Presídio da Papuda. Ele foi preso anteontem à noite, no Fórum de Taguatinga, cidade-satélite a 25 quilômetros de Brasília, quando prestava depoimento em outro inquérito, no qual é acusado de ser mandante do assassinato de um líder comunitário.

Vannildo Mendes, O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2010 | 00h00

Os advogados de defesa decidiram entrar hoje com pedido de habeas corpus em favor do empresário no Tribunal de Justiça. Alegam que ele tem idade avançada (79 anos), sofre de graves problemas de saúde, tem endereço certo e nunca se recusou a colaborar com as investigações.

A Polícia Civil informou que, ao contrário, ele obstruía as investigações e, se os exames não detectarem nenhuma anomalia, deve voltar para o presídio. A prisão preventiva tem duração mais elástica do que a temporária e pode estender-se pelo tempo que durar a investigação.

Em maio de 2009, a Justiça já havia decretado a prisão temporária de Constantino por 30 dias, mas ele não foi localizado e a ordem acabou convertida em prisão domiciliar, por causa de problemas cardíacos do empresário. Ele é acusado de ter mandado executar o líder comunitário Márcio Leonardo de Sousa Brito, morto com três tiros em outubro de 2001. Brito comandava um grupo de cem pessoas que ocupou o terreno em que está a garagem de ônibus da Viação Planeta, pertencente ao empresário, em Taguatinga. Segundo a denúncia do Ministério Público, dois empregados de Constantino, João Alcides Miranda e Vanderlei Batista Silva, indiciados como coautores, contrataram um pistoleiro para assassinar Brito como forma de intimidar os demais ocupantes da área, avaliada em R$ 8 milhões.

A direção da Gol decidiu não se manifestar sobre o caso, sob a alegação de que Constantino, embora seja fundador da empresa e pai do atual sócio controlador, Constantino de Oliveira Júnior, está desligado desde 2001, não exerce nenhuma função na companhia e sequer faz parte do conselho. A empresa entende também que se trata de uma questão estritamente pessoal.

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