VIDAL CAVALCANTE /ESTADÃO
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Fundação Oscar Americano é tombada

Decisão foi tomada em março pelo Conpresp, período em que pelo menos 71 obras modernistas também foram tombadas

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2018 | 03h00

A Prefeitura de São Paulo homologou nesta quarta-feira, 15, o tombamento da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano e do Edifício Comandante Linneu Gomes. Ambos têm projeto do arquiteto modernista Oswaldo Arthur Bratke e estão localizados, respectivamente, no Morumbi, zona sul, e na República, na área central.

A decisão foi tomada em março pelo Conselho de Preservação do Patrimônio da cidade (Conpresp), período em que pelo menos 71 obras modernistas também foram tombadas. 

Na resolução de tombamento das obras de Bratke, o Conpresp ressaltou a “contribuição arquitetônica paulista e paulistana à história da arquitetura moderna brasileira”, a partir dos anos 1940. “As obras em questão encontram relevância tanto no âmbito individual de sua presença na cidade como pela contribuição que representam à cultura arquitetônica paulistana”, diz o texto.

O pedido de tombamento foi aberto após os imóveis serem apontados como Zona Especial de Preservação Cultural (Zepec) em 2004. Não há delimitação de área envoltória (entorno do imóvel tombado). O processo em votação continha, ainda, a sede do Colégio Nossa Senhora do Morumbi, cujo pedido de tombamento foi arquivado. Em 2010, um grupo de moradores se mobilizou pela preservação da escola.

Características internas

A Fundação Maria Luisa e Oscar Americano fica localizada na Avenida Morumbi. O tombamento recai sobre as características externas e partes das internas do imóvel (como o piso, projetado pelo artista plástico Lívio Abramo), além de incluir um pavilhão de lazer e o paisagismo original, executado por Otávio Augusto Teixeira Mendes. O projeto é de 1952.

Já o Edifício Comandante Linneu Gomes está situado na Avenida São Luis, quase na esquina com a Avenida Ipiranga. Datado de 1956, é de uso comercial e fica ao lado do Edifício Itália. Com a decisão, deverá ter preservadas as características externas e a aparência atual das áreas comuns. 

A fundação é aberta ao público mediante pagamento de entrada. Em 2011, reformas no local foram lideradas pelo filho de Oswaldo Bratke, Carlos Bratke, que também foi arquiteto e morreu no ano passado.

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