Funções são escolhidas segundo o local

As câmeras inteligentes que estão sendo testadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) não deverão ter todas as funções possíveis em funcionamento em todos os aparelhos. A ideia é que cada local tenha adaptado um tipo de monitoramento especial, de acordo com as características da via.

O Estado de S.Paulo

12 Julho 2012 | 03h02

Por exemplo: na Praça Dom Gastão Liberal Pinto, que é um largo adensado e inclui quatro vias de trânsito intenso (Santo Amaro, São Gabriel, Rua Joaquim Floriano e Avenida Brigadeiro Luís Antônio, no Itaim-Bibi, zona sul), o sistema deverá fazer a contagem de veículos e ajudar na identificações dos diferentes fluxos que se formam ao redor da praça. A medida pode ajudar no planejamento dos engenheiros de tráfego.

Já no cruzamento das Avenidas 9 de Julho e Brasil, que já tem semáforos inteligentes, "a câmera servirá para alimentar o controlador do semáforo com informações de fluxo, auxiliando assim na programação inteligente dos tempos de verde", segundo a CET informa, em nota.

Monitoramento. A falta de sistemas de monitoramento eletrônico para contabilizar o trânsito da cidade é uma das principais críticas ao trabalho que a CET desenvolve na medição diária dos congestionamentos.

Atualmente, boa parte dos 868 quilômetros de vias monitoradas na cidade tem a contagem feita por agentes, que usam referências viárias (como um cruzamento) para determinar a extensão do trânsito.

Quando defende a contagem manual, a CET argumenta que cerca de 90% das viagens feitas no interior da cidade passam por essas vias.

Mas críticos afirmam que o monitoramento das ruas e avenidas - e, consequentemente, os dados do índice de congestionamento nos horários de pico - poderia ser mais condizente com a realidade caso fosse feito eletronicamente.

A CET não diz se pretende usar esses equipamentos para contabilizar o trânsito. Por enquanto, a companhia não comprou as câmeras: só está usando as máquinas que pertencem ao fabricante. / B.R. e R.B.

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