Funcionários têm mais de R$ 80 milhões em imóveis e veículos

Para investigadores, lista de bens não condiz com renda conjunta de R$ 86 mil por mês dos quatro acusados

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2013 | 02h08

Os quatro funcionários públicos presos na operação do Ministério Público Estadual (MPE) em conjunto com a Controladoria-Geral do Município tinham bens acumulados que ultrapassavam R$ 80 milhões, segundo as investigações. Juntos, os servidores ganhavam R$ 86 mil por mês.

A lista de bens que o Ministério Público atribui aos acusados inclui um andar inteiro de um edifício comercial em Santos, no litoral do Estado, avaliado em R$ 5 milhões. São dez conjuntos. Há ainda uma pousada em Visconde de Mauá, cidade turística da região serrana do Rio. Em Juiz de Fora (MG), o esquema rendeu uma cobertura dúplex em um condomínio de luxo. Policiais civis de Minas Gerais estiveram no local ontem à procura de mais provas do esquema.

O catálogo inclui também uma casa de campo no condomínio fechado Lago Azul, na região de Sorocaba, cujo principal chamariz é um campo de golfe exclusivo. Na capital, as investigações detectaram que um dos suspeitos comprou três apartamentos em um flat no intervalo de três meses - um por mês. Cada um desses imóveis é avaliado em R$ 300 mil, de acordo com a promotoria. O grupo também investia em carros importados: na ação de ontem, foram apreendidos um Porsche e um BMW, além de uma moto italiana Ducati.

Os promotores apuraram ainda que o grupo comprava imóveis na planta e os vendia antes da entrega das chaves, como investimento. A cidade favorita do grupo era Santos. Só na Rua Alberto I, na Ponta da Praia, os acusados compraram e venderam seis apartamentos de luxo, segundo o MP.

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