Funcionários protestam em sete Estados

Ameaçando entrar em greve nas próximas semanas caso suas exigências não sejam cumpridas, aeronautas e aeroviários protestaram ontem em sete Estados reivindicando aumento salarial. No Aeroporto de Congonhas, zona sul de São Paulo, cerca de 200 manifestantes lotaram o saguão principal, bloquearam o acesso de funcionários e discursaram por cerca de duas horas. No Rio, trabalhadores levaram faixas e cobraram a adesão de colegas nos Aeroportos Tom Jobim e Santos Dumont, prevendo "turbulências" para os passageiros em dezembro. A Infraero, estatal que administra os principais aeroportos do País, disse que os protestos não atrapalharam as operações no dia.

Bruno Boghossian e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2010 | 00h00

Com data-base em 1.º de dezembro, as duas categorias reivindicam 30% de reajuste para os pisos salariais. Querem também 15% de aumento para quem ganha acima do piso, o pagamento de horas extras e o fim de jornadas de trabalho excessivas.

Também em São Paulo, cerca de 300 trabalhadores da companhia Swissport - que presta serviços de carregamento de bagagem para companhias aéreas - paralisaram os serviços durante os turnos da manhã e da tarde por reivindicações salariais, segundo o sindicato da categoria na capital.

De acordo com a presidente do Sindicato Nacional dos Aeroviários, Selma Balbino, todas as vias de negociação serão usadas para garantir o aumento salarial, mas sindicalistas indicaram que qualquer proposta abaixo de 10% será rejeitada. "Se as empresas mantiverem a postura de confronto dos últimos cinco anos, pode haver paralisações", afirmou a presidente do sindicato.

As reivindicações serão discutidas hoje com representantes das empresas aéreas, às 14h30, no Rio. Pela manhã, as companhias tentarão fechar uma proposta conjunta.

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