Funcionários dos Correios entram em greve em todo País

Categoria reivindica reposição salarial de 41%, corresponde às perdas acumuladas desde agosto de 1994

Fernando Taquari, Jornal da Tarde

15 de setembro de 2009 | 22h15

Os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) decidiram entrar em greve em vários Estados do Brasil. O Movimento começou nesta terça-feira, 15, às 22 horas. O sindicato dos trabalhadores da empresa na capital paulista, Grande São Paulo e na região de Sorocaba também resolveu cruzar os braços.

 

A categoria reivindica uma reposição salarial de 41,03%. Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios (Fentect), o porcentual corresponde às perdas acumuladas desde agosto de 1994. Os trabalhadores ainda exigem um aumento linear de R$ 300 no piso salarial da categoria, que atualmente, é de R$ 640.

 

Manoel Feitosa, secretário do departamento jurídico da Fentect, diz que a proposta dos funcionários foi feita no dia 30 de julho. A empresa apresentou uma contraproposta, com reajuste de 4,5%. A categoria, porém, rejeitou. "A proposta cobre a inflação, mas não garante ganho real", afirma Feitosa.

 

A Fentect tinha dado prazo até esta terça para que a empresa apresentasse uma nova proposta, o que não ocorreu . A empresa tem 116 mil funcionários em todo o País, sendo 60 mil carteiros. A previsão é de que 70% dos funcionários devem aderir à greve. Isso irá provocar atrasos na entrega das correspondências.

 

O Procon, contudo, ressalta que os consumidores não podem ser penalizados. "Os prejuízos pelo atraso na chegada das contas devem ser assumidos pelas empresas que emitiram as contas", afirma Fátima Lemos, assistente de direção do Procon. Ela aconselha aos consumidores procurarem formas alternativas de pagamento. "Quem espera por uma conta de luz ou de telefone, pode verificar com a empresa responsável se o boleto está disponível na internet ou se pode ser encaminhado por fax."

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