Funcionários do Serviço Funerário de São Paulo vão retornar ao trabalho

Ontem, Justiça determinou fim imediato da greve, sob pena de multa diária de R$ 60 mil por descumprimento

João Paulo Carvalho, estadão.com.br

02 de setembro de 2011 | 18h00

SÃO PAULO - Os trabalhadores do Serviço Funerário da Cidade de São Paulo decidiram retornar de maneira imediata ao trabalho, depois de quatro dias de greve, em cumprimento a uma decisão da Justiça. O Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquia do Município de São Paulo (Sindsep) informou, entretanto, que dará continuidade à paralisação dos outros serviços municipais

O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira, 2, em coletiva na sede do Sindsep no centro da capital paulista, após assembleia dos trabalhadores.

Ontem, o desembargador David Haddad (do TJ-SP) determinou que os funcionários do Serviço Funerário voltem ao trabalho imediatamente, sob pena de multa diária de R$ 60 mil por descumprimento. Haddad também determinou que não sejam deflagradas outras greves até que o dissídio seja julgado definitivamente

Os trabalhadores estão pedindo um reajuste de 39% e a Prefeitura de São Paulo aceita dar até 11%

Medida emergencial. Em meio a greve de funcionários do Serviço Funerário de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab (sem partido) anunciou a contratação de 365 servidores para realizar sepultamentos e o transporte dos corpos.

Kassab autorizou a contratação em caráter emergencial de 100 sepultadores e 35 motoristas, que trabalharão na autarquia durante o processo de concurso público. Posteriormente serão contratados outros 100 sepultadores e 130 motoristas. Segundo a Secretaria Municipal de Serviços, serão feitos contratos individuais com os interessados pelo período de seis meses, que poderão ser renovados por mais seis meses.

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