Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Funcionários do Metrô de SP adiam decisão sobre greve

Linhas devem funcionar normalmente nesta semana; nova reunião da categoria deve decidir se haverá paralisação na próxima semana

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2019 | 21h17

SÃO PAULO - Os funcionários do Metrô de São Paulo decidiram que não haverá greve nesta terça-feira, 30, como havia sido anunciado pelo sindicato da categoria. O indicativo de paralisação foi adiado para a próxima terça, 7 de maio. A operação de todas as linhas do sistema deve funcionar normalmente ao menos até segunda, 6, quando uma nova assembleia deve decidir se haverá ou não greve.

Os metroviários haviam anunciado a paralisação na quinta-feira passada, dia 25. Nas últimas semanas, os funcionários têm usado coletes vermelhos, com frases pedindo reajuste salarial e críticas às privatizações na empresa e à reforma da Previdência em discussão no Congresso. 

Nesta segunda, 29, uma reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, na Rua da Consolação, que tentava evitar a paralisação, terminou sem acordo. O desembargador Rafael Pugliese Ribeiro, vice-presidente judicial que, na audiência, determinou que o Metrô reajuste os salários dos metroviários com base no IPC-Fipe do mês de maio (4,46%). O sindicato dos metroviários pedia reajuste de 19%, com base no aumento de produtividade dos últimos cinco anos. 

Ribeiro também havia determinado que, em caso de greve, os metroviários mantivessem 70% do pessoal em serviço nos horários de pico (das 7h às 19 e das 17h às 19h) e 50% nos demais horários. O Metrô funciona das 4h40 à meia-noite.

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