Funcionários de instituições financeiras evitam Congonhas

Empregados das empresas preferem transferir seus vôos para o Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos

Célia Froufe e Francisco Carlos de Assis, da Agênc,

20 de julho de 2007 | 17h28

Funcionários de instituições financeiras, tanto economistas quanto os que atuam na área comercial e que têm como uma das funções se deslocarem de suas cidades para atender a clientes, vêm solicitando aos seus superiores a substituição de partidas e chegadas de vôos do Aeroporto de Congonhas para o de Cumbica, localizado em Guarulhos. Além disso, têm procurado, quando possível, viajar de ônibus ou solucionar alguma pendência por meio de teleconferência.  Lista de vítimas do acidente do vôo 3054  O local do acidente  Quem são as vítimas do vôo 3054  Histórias das vítimas do acidente da TAM  Galeria de fotos  Opine: o que deve ser feito com Congonhas?  Cronologia da crise aérea  Acidentes em Congonhas  Vídeos do acidente  Tudo sobre o acidente do vôo 3054  De acordo com os profissionais consultados pela Agência Estado, estes pedidos já vinham ocorrendo, mas nos últimos dias houve uma intensificação por causa do acidente com a aeronave da TAM, ocorrido em São Paulo, na última terça-feira. De acordo com um profissional de uma asset(empresa especializada em investimentos), os funcionários da área comercial são os que mais viajam e, conseqüentemente, os que têm preferido a troca do aeroporto do centro da capital paulista pelo da cidade vizinha. "Há alguns anos, ninguém imaginaria isso, principalmente por causa da distância, mas hoje Cumbica é unanimidade", comparou a fonte. Ela acrescentou ainda que não costuma viajar rotineiramente a trabalho e avaliou essa característica hoje mais como uma vantagem, ao contrário do que poderia ser considerado no passado. "Hoje, temos de agradecer por não usarmos tanto aviões", acrescentou. Outro economista consultado explicou que a situação é semelhante no banco em que trabalha. "Todos que podem vêm transferindo a viagem de São Paulo para Guarulhos por causa do medo", disse. "Principalmente a equipe da área comercial." Os profissionais das duas instituições consultadas informaram que, pelo menos até o momento, não há orientação das empresas para que o aeroporto de Congonhas seja evitado pelos seus funcionários. No dia seguinte ao acidente da TAM, o empresário curitibano Eduardo Guy de Manuel, proprietário da Sigma Dataserv Informática, determinou que todos os funcionários de sua empresa deixassem de utilizar o Aeroporto de Congonhas como ponto de origem, destino ou conexão em vôos até que o acidente com o avião da TAM seja esclarecido. Na última quinta-feira, a Rede Record também decidiu não disponibilizar mais passagens para nenhum de seus executivos, artistas, jornalistas e outros funcionários no Aeroporto de Congonhas até que o acidente seja esclarecido. "É um protesto em nome dos moradores da região", disse a diretoria da empresa por meio de nota à imprensa.

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