Funcionários de fazenda matam filho do patrão e sua namorada

Segundo a polícia, acusados confessaram o crime, que teria sido motivado por vingança

Chico Siqueira, Especial para o Estado

03 de janeiro de 2014 | 17h49

ARAÇATUBA - A polícia prendeu um lavrador e o caseiro da fazenda São Marcos acusados de matar um casal de namorados no final de semana, em Parapuã, a 661 quilômetros da capital. As vítimas são Daniel Moliza Pozzetti, de 25 anos, filho do fazendeiro Ricardo Pozzetti, dono da propriedade, e Larissa Rossi Auresco, de 21, namorada de Daniel. Os corpos foram encontrados carbonizados, na madrugada de sábado, 28, perto da Saveiro de Pozzetti, também incendiada, no lixão da cidade, na estrada vicinal José Morales Agudo.

O caseiro José Barbosa da Silva Filho, de 48 anos, foi detido na quarta-feira, dia 1º, após a Justiça decretar sua prisão temporária. Ele confessou o homicídio e apontou o lavrador José Luiz Francisco de Almeida, de 30 anos, que prestava serviços na fazenda e já havia sido caseiro da propriedade, como seu comparsa no crime. O lavrador também foi preso. Os dois foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, ocultação de cadáver e furto qualificado.

Em depoimento, o caseiro disse que o crime foi motivado por vingança, após uma discussão ocorrida na semana do Natal, quando Pozzetti o teria maltratado. No entanto, a polícia ainda investiga o que realmente motivou o delito. Nesta sexta-feira, 3, o delegado Flávio Delgado, que investiga o caso, disse que não podia dar mais detalhes sobre o crime porque estava ouvindo depoimentos de testemunhas e fazendo novas diligências para esclarecer pontos considerados obscuros.

O que se sabe é que os namorados foram mortos a pedradas, na madrugada de sábado, no pasto da propriedade, a uma distância de aproximadamente 100 metros da sede da fazenda, onde moravam. A propriedade fica a menos de dois quilômetros da zona urbana de Parapuã.

O crime. A Polícia Civil tem informações de que o crime foi tramado na noite de sexta-feira, 27, quando Silva Filho e Almeida bebiam juntos em um bar da cidade. Usando a desculpa da fuga de uma vaca, os dois foram à fazenda chamar Pozzetti para ajudá-los na busca do animal. Ao se afastar da casa, Pozzetti foi dominado por um dos acusados e atingido por uma grande pedra pelo outro, que estava escondido.

Larissa teria ido atrás do grupo para ajudar o namorado, quando foi dominada e morta. A polícia suspeita que ela chegou a desconfiar da situação e a entrar em luta corporal com os criminosos porque foram encontradas mechas de cabelo da moça no local do crime.

Segundo depoimentos dos acusados, a jovem foi morta com a mesma pedra. Depois do crime, a dupla entrou na casa e roubou pertences do casal, como celulares, notebook, tablets e a bolsa de Larissa, jogada depois na estrada vicinal.

Em seguida, os suspeitos usaram a Saveiro de Pozzetti para levar os corpos. No entanto, por falta de combustível, os acusados pararam no lixão da cidade, onde retiraram os corpos do carro e atearam fogo. Os dois acusados só foram descobertos porque um deles deixou cair o boné e uma carteira de cigarros nas proximidades.

O casal de namorados foi enterrado em Adamantina, cidade próxima, onde moram suas famílias. O irmão de Larissa, Fernando Auresco, diz que os familiares das vítimas esperam por Justiça.

Tudo o que sabemos sobre:
violênciaassassinatovingança

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.