Funcionários de departamento de água cruzam os braços

Servidores de Ribeirão Preto se dizem ameaçados e temem revolta dos moradores

Rene Moreira, O Estado de S. Paulo

06 Fevereiro 2014 | 20h14

RIBEIRÃO PRETO - Cerca de 250 funcionários do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp) cruzaram os braços nesta semana, em protesto contra as ameaças que dizem sofrer por parte de moradores, cada vez mais revoltados com as torneiras secas. A falta de água na cidade é registrada há mais de 20 dias.

Os funcionários voltaram ao trabalho nesta quinta-feira, 6, um dia após a realização de uma reunião com a cúpula do órgão, que prometeu investimentos no setor. "Há servidor que já foi ameaçado de morte, não dá para aceitar esse tipo de coisa. Não investem na autarquia e quem leva a culpa são os trabalhadores", afirma o vice-presidente do sindicato da categoria, Laerte Carlos Augusto.

A falta de água é verificada com frequência em alguns bairros, e os servidores dizem que faltam bombas e outras peças para providenciar os reparos na rede. A prefeitura nega e afirma que os problemas são pontuais. Também cita o projeto lançado no mês passado que prevê investimento de R$ 50 milhões em novas redes adutoras.

Veja mapa de municípios de São Paulo que relatam falta de água:

Consumo. Uma das explicações para o problema de abastecimento, segundo o Daerp, está na precariedade da rede de distribuição e no alto consumo, já que, no município, cada morador chega a gastar 400 litros de água por dia (o dobro da média nacional). Somado a isso, em Ribeirão Preto choveu 66% menos que o esperado para o mês de janeiro e, segundo a prefeita Darcy Vera (PSD), o consumo de água aumentou 38% no período.

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