Funcionários da Sabesp aceitam proposta da empresa e cancelam greve

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, os salários dos funcionários do interior e da capital serão equiparados

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

28 Abril 2014 | 19h57

SÃO PAULO - Os sindicatos que representam os funcionários da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) decidiram aceitar na noite desta segunda-feira, 28, a proposta feita pela empresa que acaba com o salário regional e cancelaram a greve em pleno momento de crise de abastecimento provocada pela seca do Sistema Cantareira, que está com apenas 11% da capacidade, nível mais baixo da história. 

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), a Sabesp vai equiparar os salários dos funcionários do interior com os da capital em duas etapas: 10% no próximo mês e 10% em maio de 2015. A proposta foi apresentada pela companhia em audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e aprovada por maioria em assembleia com cerca de 600 trabalhadores nesta segunda.

"Desde o início das negociações deste ano o Sintaema deixou claro que não haveria acordo se a empresa não apresentasse uma proposta digna sobre a questão do salário regional", informou o Sintaema em nota distribuída à impresa. "Foram anos de protestos, reuniões, cartas abertas à população, greve e até ação jurídica para tentar livrar os sabespianos do interior da discriminação salarial que diferenciou em cerca de 20% os salários destes companheiros em relação aos da capital", completou.

O Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP) também aceitou a proposta da Sabesp, que inclui ainda reajuste salarial de 5,17% a partir de 1º de maio; reajuste de 8% no vale-refeição, além de outros benefícios como cesta básica, gratificação de férias, auxílio-creche e cesta de Natal.

No início deste mês, em meio à crise de abastecimento, a Sabesp demitiu ao menos 200 funcionários que já estavam aposentados, conforme o Estado revelou. Por causa da crise, a companhia cortou R$ 900 milhões do orçamento deste ano. As receitas foram impactadas, em grande medida, pelo plano de bônus que dá desconto de 30% para quem reduzir o consumo de água, lançado em fevereiro. 

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