Divulgação| CPTM
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Funcionários e enfermeira fazem parto em estação da CPTM

Daiane Pereira de Lima, de 22 anos, começou a passar mal no banheiro da Estação Manoel Feio, em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo

Rafael Pezzo, O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2016 | 11h07

No último sábado, 15, uma acontecimento inusitado mudou a rotina dos funcionários da Estação Engenheiro Manoel Feio, da Linha 12-Safira, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Daiane Pereira de Lima, de 22 anos, entrou em trabalho de parto no banheiro da parada e foi socorrida por uma enfermeira, não identificada, e agentes da companhia. 

Daiane, acompanhada pela mãe e por uma filha na estação, estava indo para o Hospital Santa Marcelina do Itaim Paulista, na zona leste da capital. Isto porque ela sentiu dores mais cedo e avisou o marido que iria encontrá-lo na maternidade. 

"Mas ela foi no banheiro e começou a passar mal. Então, me chamaram para ver o que estava acontecendo", conta Keila Santos Oliveira, de 34 anos, que trabalha na limpeza da estação. "Quando entrei, ela já estava deitada no chão pedindo ajuda e sentindo contrações. Mas eu me assustei porque tenho pavor de sangue e pedi para minha amiga (Rosenei Cristina Machiali) entrar comigo. Depois chamamos a Simone (Cristina Glavina Lucarelli)."

Por sorte, uma enfermeira estava no banheiro no momento e foi chamada para comandar o parto. Segundo Bruna Rocha Alves, de 28 anos, que trabalha na portaria da estação, a enfermeira estava atrasada para o plantão e, assim que terminou o parto, foi embora. "Ela não deixou o nome dela. Não sabemos nem o nome da menina que ganhou o bebê." Daiane e o recém-nascido foram encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para o Hospital Santa Marcelina de Itaquaquecetuba. 

A vigilante Adriana Alves da Silva lembra que "o cordão umbilical estava em volta do pescoço da criança". "Assim que a enfermeira desenrolou e cortou o cordão, o trem chegou e ela já embarcou. Não sabemos o nome dela, mas eu a vejo aqui quase todo dia. A conheço de vista. Ainda vou perguntar o nome dela", promete Adriana. 

Esta não foi a primeira vez que a agente ajudou uma gestante. "Uma vez, na Estação Brás, uma menina também passou mal. Começou o trabalho de parto, mas não chegou a nascer lá." A segurança admite que estava muito nervosa por dentro. "Mas devemos passar calma para a paciente, passamos por um preparo antes."

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