Funcionários da CPTM decidem entrar em greve

Categoria não aceitou proposta do governo que incluia reajuste salarial de 8,56%; 4 das 6 linhas serão afetadas

Bruno Ribeiro - O Estado de S. Paulo,

12 Junho 2013 | 23h04

 Os sindicatos que representam 4 das 6 linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) decidiram deflagrar greve a partir da zero hora desta quinta-feira, 13. A paralisação deve afetar as Linhas 8-Diamante, 9-Esmeralda, 11-Coral e12-Safira.

A CET informou que o rodízio municipal de veículos está mantido. Já a SPTrans, que gerencia os ônibus municipais, informou que vai manter 100% da frota, de 15 mil veículos, em operação no dia todo. Em situações normais, esse efetivo só é empregado nos horários de pico.

A greve é por uma rediscussão do plano de carreira dos ferroviários, pelo pagamento de um adicional de risco de 15% sobre os salários dos funcionários que trabalham nas estações e pelo pagamento de vale-alimentação no valor de R$ 248.

Uma audiência ocorreu na tarde desta quarta, 12, no Tribunal Regional do Trabalho, mas terminou sem acordo. A Justiça determinou, no entanto, que caso a paralisação ocorra os ferroviários deverão manter 100% da operação nos horários de pico e 75% fora dele.

A Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos enviou nota no início da noite classificando a greve como "irresponsável" e destacou que o aumento no salário dos funcionários, de 8,56%, ficou acima da inflação.

Uma nova assembleia dos ferroviários está marcada para as 14h desta quinta.

As Linhas 7-Rubi e 10-Turquesa devem funcionar normalmente. A CPTM, que foi formada pela união de três empresas de transporte de passageiros sobre trilhos, tem três sindicatos que representam seus funcionários. O sindicato da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, que representa essas duas linhas, fez acordo com o Estado para evitar a paralisação.

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